<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419</id><updated>2011-04-21T15:37:49.544-12:00</updated><title type='text'>Fuck Me If I Care</title><subtitle type='html'>"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer." - Trecho 12 in "Livro do Desassossego"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-113242094030366747</id><published>2005-11-19T05:16:00.000-12:00</published><updated>2005-11-19T05:22:20.316-12:00</updated><title type='text'>Pretérito De Um Presente Sem Passado</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Deixo aqui, en su triste soledad, uma das frases mais brilhantes que me foram dadas a conhecer em cem anos de literatura, retirada de uma das obras mais completas alguma vez escrita. Aqui vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" (...) Aturdido por duas nostalgias defrontadas como em dois espelhos, perdeu o seu maravilhoso sentido da realidade, até que acabou por recomendar a todos que saíssem de Macondo, que esquecessem quanto ele lhes ensinara sobre o mundo e o coração humano, que se estivessem nas tintas para &lt;em&gt;Horácio, &lt;/em&gt;e que, fosse onde fosse que estivessem, recordassem sempre que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda a Primavera antiga era irrecuperável, e que o amor mais desatinado e persistente era, de todos os modos, uma verdade efémera."&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-113242094030366747?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/113242094030366747/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=113242094030366747' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/113242094030366747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/113242094030366747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/11/pretrito-de-um-presente-sem-passado.html' title='Pretérito De Um Presente Sem Passado'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-113115248973828912</id><published>2005-11-04T12:57:00.000-12:00</published><updated>2005-11-04T13:01:29.750-12:00</updated><title type='text'>Juntamente com o Gelo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Não vou procurar quem espero, se o que eu quero e' navegar. Pelo tamanho das ondas, conto não voltar. Parto rumo à primavera... (...) esqueço tudo o que sou capaz, hoje o mar sou eu!" - Capitão Romance&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não voltar ao mesmo, cedo todas as certezas, destranco todas as portas. Talvez semelhante à maravilhosa sensação que teve o Coronel ao descobrir o gelo, foi o meu reflexo no espalho – foi a descoberta de mim mesmo. Uma sensação de auto-descoberta equiparada apenas a uma queda livre, tão extasiante como assustadora.&lt;br /&gt;Agora que sou eu, agora que me sinto bem como sou, estou livre para partir. Agora que não restam mais dúvidas, me foi considerada a dádiva da vida.&lt;br /&gt;Tenho à minha espera terras inóspitas, gentes diferentes, e os estranhos habitantes de nenhures, em mares sem fundo. Posso redescobrir o mundo, redesenhálo só para mim.&lt;br /&gt;Agora que o meu lobo ferido cicatrizou, posso lançá-lo ao mundo… ele não procurará matilha mas, ao invés, caminhará solitário sobre a terra, vivendo tudo aquilo com que, até agora, o pobre animal só sonhava.&lt;br /&gt;Dentro de mim, foi necessário uma evolução rápida e incisiva, desde o &lt;em&gt;little boy lost&lt;/em&gt; até ao megalómano, passando pelo anti-cristo e pelo egoísta exímio, sinto que agora, dentro de mim, regressei a umas origens nunca dantes navegadas. O &lt;em&gt;totem&lt;/em&gt; do passado regressou, e levou-me até ao meu verdadeiro eu, físico e psicológico, onde eu não sou mais que uma solução de tudo aquilo que me rodeia, tudo se juntou e me criou – se tudo desaparecer, eu evaporarei juntamente com o gelo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-113115248973828912?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/113115248973828912/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=113115248973828912' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/113115248973828912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/113115248973828912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/11/juntamente-com-o-gelo.html' title='Juntamente com o Gelo'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-113059640876694056</id><published>2005-10-29T02:24:00.000-12:00</published><updated>2005-10-29T02:42:37.810-12:00</updated><title type='text'>Plato-Love</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Now look into my eyes, and tell me what do you see?..." - BM, When the sun goes down&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(Exterior/Alpendre de uma livraria velha/Cidade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rapaz acende um cigarro, hesitante, à medida que observa pelo canto do olho as pessoas que vão passando à sua volta. Veste um casaco de cabedal castanho por cima de uma t-shirt branca, jeans curtos e sapato de camurça.&lt;br /&gt;Ao seu lado, uma rapariga na casa dos vinte – pouco atraente, com uma postura tão segura que a torna mais que desejável, única.&lt;br /&gt;Cada um virado para um extremo da rua, olhando os transeuntes, esperando que algo aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz&lt;br /&gt;(Vira a cabeça na direcção dela, ficam a um palmo de distancia)&lt;br /&gt;- Eu amo-te, sabias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapariga&lt;br /&gt;(Sem desviar o olhar da posição inicial)&lt;br /&gt;- E depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz&lt;br /&gt;(Forçando um ar ultrajado)&lt;br /&gt;- “E depois?” … Como assim “e depois?” O que é que queres dizer com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapariga&lt;br /&gt;(Ainda na posição inicial)- E depois? É suposto isso ter algum efeito em mim? Ou achas mesmo que vais continuar a dizer isso quando um dia me levares para a cama? Achas realmente que o amor é assim tão explicitamente detectável ou és daqueles que acredita no amor à primeira vista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz&lt;br /&gt;(Agora menos calmo, algo confuso e pensativo)&lt;br /&gt;- Podias ao menos olhar para mim enquanto dizes isso. Apesar de tudo, acabei de dizer que te amo, alguma diferença isso há-de fazer, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapariga&lt;br /&gt;(Agora olhando nos olhos do rapaz)&lt;br /&gt;- Não sei… deveria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz&lt;br /&gt;(Intimidado e atrapalhado, evitando o olhar dela)&lt;br /&gt;- S-Sim… creio que sim… afinal de contas estamos a falar do sentimento mais forte do mundo, estou a tentar dizer que o que sinto por ti é amor genuíno, não é interesse nem alguma forma de apetite sexual… (sorri, em tom de gozo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapariga&lt;br /&gt;(Subitamente com um olhar triste)&lt;br /&gt;- Isso vindo de ti não passa de uma palavra… Balzac disse “O amor é a única paixão que não admite passado nem futuro”… E tu? Como é que te chamas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz&lt;br /&gt;(Olhando-a nos olhos, lacrimejando de não pestanejar)&lt;br /&gt;- Isso importa? Não te disse já o que sentia? Nietzsche disse que há sempre um pouco de loucura no amor, mas que há sempre um pouco de razão na loucura…. Já te tinha visto antes, a passear no parque. Tens um cão, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapariga&lt;br /&gt;- Não são mais que palavras… E, pensando bem, o teu nome não interessa… Costumas sonhar comigo? Alguma vez te sussurrei palavras de carinho num sonho? Costumas acordar melancólico? Será que alguma vez te estraguei algum dia?&lt;br /&gt;(Aumentando o tom de voz no desenrolar das questões, cada vez mais perto da cara do rapaz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz&lt;br /&gt;(Agora com um ar infeliz, de D.Quixote derrotado)&lt;br /&gt;- Bem, não… como poderia sonhar contigo se não te conhecia? Acabámos de nos conhecer, vamos não estragar tudo por agora…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapariga&lt;br /&gt;(Com o mesmo tom frio do inicio)&lt;br /&gt;- Enganas-te… nunca nos conhecemos, quem és tu para me falar em amor? Vamos não estragar tudo por agora… As tuas palavras não passam disso, e eu não as sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz&lt;br /&gt;(Olhando-a nos olhos, aproximando-se mais)&lt;br /&gt;- Queres o meu casaco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de Cena&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-113059640876694056?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/113059640876694056/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=113059640876694056' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/113059640876694056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/113059640876694056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/10/plato-love.html' title='Plato-Love'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-111469852875134144</id><published>2005-04-28T01:55:00.000-12:00</published><updated>2005-04-28T02:28:48.753-12:00</updated><title type='text'>Pessoa Morta em Tela Branca</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"the haves have not a clue" - Edward Vedder&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Se é já comum em mim um estado de espirito desassossegado, perplexo, sempre questionando, deprimido, incoerente, fugaz - na sua caminhada - demasiado turvo e vulnerável, neste dia sinto-me invadido por uma falta de comunicação que não fala da minha boca, algo que me atormenta e eu não sei... não sei... n-ã-o-s-e-i... o NÃO SABER absolutamente nada, o viver adormecido para a cruz que me é a vida, o recear o amanhã, o desejar o nunca mais.&lt;br /&gt;Se normalmente a vida me pesa, hoje não suporto o peso da minha alma, não tenho forças para levantar o ser do meu eu e agir... e o nexo fala sem o ter.&lt;br /&gt;Hoje, mais do que qualquer outro dia, é um excelente dia para deixar de existir, gosto da minha vida mas não do que a minha mente traiçoeira faz dela; amo as flores mas detesto o pólen que delas nasce, adoro pessoas, vê-las andar pela rua, sem rosto, mas é-me insuportável conhecê-las, descobri-las por dentro, pôr-me à prova como alguém relativamente sociável, quase simpático, quase modesto, quase hipócrita, quase eu.&lt;br /&gt;As lembranças de uma morte sem anúncio, de uma vida roubada fora de tempo, de alguém que faz falta, deixam-me tristeza e vazio... o absurdo que é a vida quando esta acaba, as questões metafísicas já tão vulgarizadas num estado de alma próprio de idade, numa pessoa que não pertence a este tempo, duvido até que perteça a este mundo - eu. A tristeza nos olhos dos outros é o espelho da tristeza nos meus e eu hoje estou morto. Morto para seja quem for que me tente acordar, morto para mim mesmo e para o mero respirar que hoje é caro e inalcansável. A cada segundo que passa rezo por um qualquer acidente aéreo que cause com que o infortunado avião se despenhe precisamente no sitio onde me encontro, imediatamente acabando com a minha vida, fazendo de mim um mártir, evitando o suicidio. O medo de, até na morte, não ser aceite socialmente... Se eu ao menos fosse infeliz, se ao menos fosse um daqueles seres degenerados que todos aceitam as lamúrias, que todos compreendem a infelicidade e a vontade de pôr termo à própria vida... mas não... nem mesmo isso, ao invés, sou feliz por fora, um afortunado social, um bobo da sorte e do falso contentamento... e já nem sequer é inverno! Se hoje me matasse seria certamente ridiculo, logo agora, que faz sol!&lt;br /&gt;A unidade relativa à existência de tudo não parece relativa à minha própria existência. Quando for um serei feliz, enquanto for muitos serei especial... pois ninguém é felizmente especial, muito menos especialmente feliz! Já estou como alguém que nunca existiu e que dizia "Se me perguntardes se sou feliz, respondervos-ei que o não sou"... pois é precisamente isso, a única diferença é que direi tudo isto com um sorriso na cara, um sorriso de alguém particularmente feliz, interiormente assombrado por fantasmas provenientes de portos desconhecidos, de quaisquer minas de carvão abandonadas - e porquê eu?&lt;br /&gt;Para me matar, ao menos que me o faça num dia chuvoso, para que, ao passar na rua, não seja alvo de comentários crueis de gente feliz que, apontando o dedo, diria "Lá vai aquele, que se matou quando o sol estava a brilhar!"... isso não, ninguém faz troça de um morto, já é mau o suficiente estar condenado a uma eternidade num limbo purgatório, pior ainda se, ao tirar a minha vida, o faça num dia de calor.&lt;br /&gt;Sá-Carneiro queria por força ir de burro, mas decerto pôs termo à vida num dia triste e com condições meteriológicas propícias a tal acto pecaminoso.&lt;br /&gt;E, entretanto, nem sombra do avião... nem o minimo presságio de descanso, de uma morte desejada mas não causada, para ser lembrado como o pobre que nunca viu a morte a chegar, para ser recordado ao menos com algum carinho, com alguma falta, como eu recordo aquele que nos foi tirado... e a falta que nos faz, e o que significou para mim, uma alma já assombrada, o poder ver a morte tão de perto... qualquer pessoa diria que agora seria prudente ter medo Dela... nesse caso, não devo ser uma pessoa de senso, pois o meu único desejo é vê-la só um pouco mais de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s. - "Morre cedo o que os Deuses amam" - Senti-mos a tua falta, decerto não sentes a nossa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-111469852875134144?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/111469852875134144/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=111469852875134144' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111469852875134144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111469852875134144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/04/pessoa-morta-em-tela-branca.html' title='Pessoa Morta em Tela Branca'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-111082437287842881</id><published>2005-03-14T06:08:00.000-12:00</published><updated>2005-03-14T06:19:32.890-12:00</updated><title type='text'>Bater no Fundo</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;A vida, tal como a conheci, acabou!&lt;br /&gt;Quando acharem que isto já deu tudo o que podia dar,&lt;br /&gt;Quando se sentirem fecundados por um embrião de merda,&lt;br /&gt;Quando o corpo estiver preso mas a mente livre,&lt;br /&gt;Quando o ar não for ar mas fumo - respirem-no,&lt;br /&gt;Quando tudo aquilo em que um dia acreditarem estiver destruído,&lt;br /&gt;Quando a vontade abandona o corpo débil,&lt;br /&gt;Quando o álcool fermentar nas veias húmidas de doença,&lt;br /&gt;Sintam-se completos, bateram no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando espreitarem para baixo, não hesitem, saltem!&lt;br /&gt;Ah! Ousem cair de vida, ousem desistir de tudo e venham comigo,&lt;br /&gt;A vida é um sonho... saltem e deixem-se bater no fundo...&lt;br /&gt;Bater no fundo é paz, é loucura e é liberdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...quando não tiverem nada a perder, não se percam...sigam-me...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Doors - Tell All The People&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tell all the people that you see&lt;br /&gt;Follow me&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Tell all the people that you see&lt;br /&gt;Set them free&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;You tell them they don't have to run&lt;br /&gt;We're gonna pick up everyone&lt;br /&gt;Come out and take me by my hand&lt;br /&gt;Gonna bury all our troubles in the sand, oh yeah&lt;br /&gt;Can't you see the wonder at your feet&lt;br /&gt;Your life's complete&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Can't you see me growing, get your guns&lt;br /&gt;The time has come&lt;br /&gt;To follow me down&lt;br /&gt;Follow me across the sea&lt;br /&gt;Where milky babies seem to be&lt;br /&gt;Molded, flowing revelry&lt;br /&gt;With the one that set them free&lt;br /&gt;Tell all the people that you see&lt;br /&gt;It's just me&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Tell all the people that you see&lt;br /&gt;Follow me&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Tell all the people that you see&lt;br /&gt;We'll be free&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Tell all the people that you seeIt's just me&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Tell all the people that you see&lt;br /&gt;Follow me&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;You got to follow me down&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Tell all the people that you see&lt;br /&gt;We'll be free&lt;br /&gt;Follow me down&lt;br /&gt;Tell all the people you see&lt;br /&gt;Follow me&lt;br /&gt;You got to follow me down&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;AHAHAHAH BRAAMMM! VRACK! pufffff.......&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-111082437287842881?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/111082437287842881/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=111082437287842881' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111082437287842881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111082437287842881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/03/bater-no-fundo.html' title='Bater no Fundo'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-111029831777900572</id><published>2005-03-08T04:09:00.000-12:00</published><updated>2005-03-08T04:11:57.786-12:00</updated><title type='text'>Justiça</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Faço justiça no sono,&lt;br /&gt;No limbo em que me divido;&lt;br /&gt;(Taxas de câmbio, crises cíclicas, variações de temperatura&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VAHK&lt;/em&gt;! Quero Paris, quero Roma e quero Paz)&lt;br /&gt;Nascido sem me lembrar, criança que pára e não precisa de pensar…&lt;br /&gt;Morte! Morte é o que nos lembra,                  &lt;br /&gt;Que nos afasta e que nos desmembra!!!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tac&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;tac&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;tac&lt;/em&gt; – barulhos ensurdecedores que me acalmam,&lt;br /&gt;Quando repetidos, entre si, muitas e muitas e muitas…&lt;br /&gt;Tenho vontade de gargalhadas, saudosismo do quem, enfim, já fora…&lt;br /&gt;Hoje a temperatura é amena, não novo de nada, não cego de vista, não conto de fada!!!&lt;br /&gt;Sois tristes!!! Sois tristes, ternuras que me assombram!!!&lt;br /&gt;Tanto para receber sem nada para dar, receio ensanecer, receio não me lembrar…&lt;br /&gt;Oh, quem dera ensanecer! Quem dera, enfim, ser louco e esquecer!&lt;br /&gt;É este limbo que me mata, este &lt;em&gt;status-quo&lt;/em&gt; do ser sem o ser, de facto;&lt;br /&gt;Oh que fosse mito!&lt;br /&gt;Oh que fosse sombra!&lt;br /&gt;Oh que vontade de sugar a vida à gente, que&lt;br /&gt;Me queda, que me apronta…&lt;br /&gt;Tenho sede de viver, mas o viver me morre, deixa-me em becos…dos pensamentos;&lt;br /&gt;Venham carros, venham grandes telas de fina espessura, consumam-me!!&lt;br /&gt;A vida é uma bobine queimada, e o meu sonho tem medo de não sofrer… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E, enfim, já em criança, passeando em &lt;em&gt;boulevards&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;a estátua de bronze é ouro…&lt;br /&gt;mas no fim, quem morre, é outro (Oh, que pena não o ser…) –&lt;br /&gt;[verde ranho, veia podre]&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-111029831777900572?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/111029831777900572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=111029831777900572' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111029831777900572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111029831777900572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/03/justia.html' title='Justiça'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-111014762976733676</id><published>2005-03-06T10:20:00.000-12:00</published><updated>2005-03-06T10:20:29.766-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/1024/anjo 2.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/400/anjo 2.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;silence the wooden tear, for this hand does not no fear... the angel went berzerk, the streets were deserted - is there a phone around here? - the hurting is too unbearable... I do not wish to die, but do I have a choice? The angel sings with heavenly voice... I dream of a future in grace... can't forget your smell, won't forget your taste...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-111014762976733676?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/111014762976733676/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=111014762976733676' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111014762976733676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111014762976733676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/03/silence-wooden-tear-for-this-hand-does.html' title=''/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-111013139850728225</id><published>2005-03-06T05:46:00.000-12:00</published><updated>2005-03-06T05:49:58.506-12:00</updated><title type='text'>Is it an Haiku though?!</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;1000 blue balloons, are them good? burn in bloom. A figure of speach, a dream-you soon, an obnoxious bitch, under the pale-blue moon...&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-111013139850728225?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/111013139850728225/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=111013139850728225' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111013139850728225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111013139850728225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/03/is-it-haiku-though.html' title='Is it an Haiku though?!'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-111004412185047134</id><published>2005-03-05T05:35:00.000-12:00</published><updated>2005-03-05T05:35:21.850-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/1024/pic_014.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/400/pic_014.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...an empty mall and me inside, the stores are closed, no place to hide: No Goddess there fair to kiss, I had a dream, I think it was this...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-111004412185047134?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/111004412185047134/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=111004412185047134' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111004412185047134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111004412185047134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-111004366943449401</id><published>2005-03-05T05:24:00.000-12:00</published><updated>2005-03-05T05:27:49.436-12:00</updated><title type='text'>To think, or not to feel - that is the question</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"this is the revolution of the mind!" - Vanilla Sky&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Male; Caucasian; too young to die and too rare to be common. I don’t have time to act, I’m too busy writing my tragedy and dreaming of my obituary. Is this the closer I’ll ever get to happiness? No, the verve of my wasted generation will not allow such a cruel theme. I dream of real and I dream of writing – I’m too small to have them both.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drink-up baby, your life is soon to end&lt;br /&gt;Fuck-them, crazy bargain is far too blend&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Not the life I’ve chosen, but clearly the last remaining oasis at the end of the street. Why’s the lazy dog reciting Shakespeare? A close-up to the weird scene, and…&lt;br /&gt; “To be, or not to be – that is the question; Whether’ tis nobler in the mind to suffer the slings and arrows of outrageous fortune or to take arms against a sea of troubles” – beat me up Scotty! The thinking-canine had knowledge of the rhymes – “And, by opposing end them. To die, to sleep…” – what about fair Ophelia? Was she not to be part of the play? My eyes didn’t glance any four legged canine, so I figured it was a monologue…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The modern English of Eastern-Europe? Seize the geography! It’s time for the lizard to find it’s desert, my Wolf says so! Is it the great or, by far, a greater hate? Should I be small, or am I not to exist at all?! Oh great machinist of the damned, give me the opium elixir so that I may bare. The end of all seasons has arrived, the great northern winds have felled-through the silence of the broken-theatre. This has got to stop! Bury the guns, the bombs, the tyranny and the razor-knife veins. My veins… Oh is thy shapeless shadow an open errand? Or is thou, and not I who shall be buried alive, under the great Roman statues – heroes rise and fall, Gods weep their cruel immortality, but I shall die far too young: Oh, the beauty of the world! Oh, the great classics being written – I long for something knew. My soul is divided in the love for the classics and the desire to be true. What is thought and not felt is not true, is not in the genesis of our being.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, great books of modern days! Let us burn the Greeks, nations shall be destroyed, the world will be one and I… I will kill and create the myths!&lt;br /&gt; “I here by solemnly swear…” – is that not gold that shines, under the Grecian sky?!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-111004366943449401?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/111004366943449401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=111004366943449401' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111004366943449401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/111004366943449401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/03/to-think-or-not-to-feel-that-is.html' title='To think, or not to feel - that is the question'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110989252657488617</id><published>2005-03-03T11:23:00.000-12:00</published><updated>2005-03-03T11:28:46.580-12:00</updated><title type='text'>A Post-Modern Imitation of Life</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"...the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never ywan or say a commonplace thing but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like flowers across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes "Awww!"..." - Jack Kerouac, on the road&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’m dreaming of a road trip. Something in my soul is poping-out and screaming for excitement! Well… maybe not just a Kerouac kinda thing, but more, I want to swallow the world in just a few months. My life in a post-dream resolution is nothing but a very solid fear of living, fear of giving myself up and facing the wonderful edge that leads us to immortality! Thinking about the whole “on the road in a hot summer night” philosophic issue, I know – not fear – that this may come as a great “stoned circle” around the very own essence of the Midwest dream. I imagine the packing in the pre-trip situation. Jumping out of bed, running to the porch – the summer explosion of heat and the smell of felicity – my eyes have seen this dream this… vision of happiness in a painting – was it Monet?! – in a canvas of desire, of pleasure and peace. That is my deepest wish – peace. Picture me and my mates, my buddies, my small group of friends getting the greatest kicks anybody will ever experience!&lt;br /&gt;America, the 60’s – 1964 – JFK gets shot; the complete destruction of the American dream; Hollywood is reveled as it is – the death of all idols: let me go back in time and live this age of discontentment and seek a greater meaning for live, a “hit the road jack” for the lost generation; a scream of change that flushes all the impureness of the heart, and the soul. We can no longer be innocent, but at least give us – the great decadents – the chance to win it back, to conquer the American Dream and to pursuit it all the way to Europe… let me sing along with the shamans of old/ancient tribes of… wherever…&lt;br /&gt;The Birth of the Cool – cabarets and the jazz fever, take me there! I wanna go with the flow, live in a FairVerona and suffer for the life I chose to live, and not be in pain for the emptiness of my own heart, the vacuum of my own memories – WHERE ARE THEY?! – let me screw golden-women of countries that never where, copulate with species that are still to be invented; make me the prince of Denmark and give me grapes and wine, so I can have a feast with my own true friends.&lt;br /&gt;I think that the thinking of the thought is to think, and not to feel – that is the original sin, the true murder of the existence: denying the flesh to feed the head?! Why can’t we go both ways? A will find the phoenix rebuilt, and the screaming-clock in the same place – unstoppable behind the scene.&lt;br /&gt;I shall smoke through the pipes of wisdom, and taste the bongs of freedom. I shall clean my heart and set my spirit free, when I take the love and turn it into an unique road trip through Europe – and, maybe later, to the far US of A, where the liberation is at the reach of our toe. Let me see the music, feel the perfume, let me remember that your eyes are mine, no matter what our fate conceives… you will be mine, forever!&lt;br /&gt;Send me to the far-Asia where the bitter is sweet, I’m a homeless wannabee, take me to Paris, take me to Rome, let me use and be the dope – wake me up from my road trip and make me real!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110989252657488617?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110989252657488617/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110989252657488617' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110989252657488617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110989252657488617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/03/post-modern-imitation-of-life.html' title='A Post-Modern Imitation of Life'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110943000172634954</id><published>2005-02-26T02:58:00.000-12:00</published><updated>2005-02-26T03:00:01.730-12:00</updated><title type='text'>A Montanha da Escolha</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"nunca fiz mais do que fumar a vida" - Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Espeto um prego na parede e subo mais um pouco. Ao chegar ao topo, sou deparado com duas realidades, a da vida e a do sonho. A do sonho aponta para Oriente, embriagado pelo aroma sedativo das especiarias. A da vida puxa-me para o Ocidente, onde os homens agem e são infelizes, onde há o Catolicismo e a rotina que farta.&lt;br /&gt;Sonho em que pinto, em que não uso roupa e em que a comida serve de afrodisíaco. Misturo a tinta com o álcool, mas este não me mata, faz-me viver, pinto os meus pensamentos e sinto-me livre – porque pintar é diferente de escrever – sinto-me nascido.&lt;br /&gt;Volto ao pico, olho o outro lado, olho a vida nos olhos, ela suga-me… sinto-me adormecido, sedado, morto para o mundo. Escrevo porque não sei fazer mais nada, não pinto, e a escrita só me serve para lembrança de um futuro plausível. Uso roupas que, como amarras, me prendem à sociedade e me fazem agir como é suposto, e pensar como nunca deveria ser permitido. Nada é afrodisíaco porque nada me dá prazer, e a vida afoga-me no álcool que me mata, e não me faz sentir livre.No topo da montanha, com um rasto de pregos e sangue, relembrando-me de um caminho que não foi fácil, esperando o meu momento de escolha e de verdade. Viver um sonho e adormecer para o que é, ou viver dormente sem sonhar. Esquerda ou Direita. Oriente ou Ocidente. Basta voar para um dos dois pontos, esperam que eu tome uma decisão. Fecho os olhos, toda a minha vida me passa diante os olhos, e contínua a passar quando, ao invés de optar por um dos caminhos, opto pela morte, pelo desconhecido e pelo chão que me aguarda, esperançoso, lá em baixo da montanha. Ainda de olhos fechados eu salto, a morte espera-me, sinto o vento libertador na cara, sinto uma força revitalizadora que me acalma e me diz que tudo vai acabar bem. Durante o micro-segundo do embate, abro os olhos e vejo-te a ti… Deitado no chão, abandonado pelo sangue que foge no chão, eu vejo-te a ti, morro e… sou feliz&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110943000172634954?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110943000172634954/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110943000172634954' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110943000172634954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110943000172634954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/montanha-da-escolha.html' title='A Montanha da Escolha'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110938142623959933</id><published>2005-02-25T12:37:00.000-12:00</published><updated>2005-02-25T13:30:26.246-12:00</updated><title type='text'>Os Deuses da minha geração</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"É por tudo o que em nós corre, que se vive e que se morre" - Sextos Sentidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando paro, escuto e oiço, não paro, escuto e oiço. Sou uma abstracção directa de tudo o que é vivo, de tudo aquilo que sente e de tudo aquilo que existe e não pensa.&lt;br /&gt;O cigarro solitário condiz com o meu estado de espírito, acabo a interacção social e deixo – quase automaticamente – de pertencer ao mundo dos vivos. Pertenço a uma elite cuidadosamente abandonada por Deus, o meu grupo não é social, é espiritual. Integro-me na facção da sociedade a quem é negado o direito à felicidade e à vida. Nós somos aqueles que pensam que não deviam pensar e que sentem que, eventualmente, seria melhor não sentir. Estamos entre o resto, camuflados, equilibrados por um instinto social que nos deixa apodrecer na nefastidão abstracta do nosso interior, que nos parte em muitos e nos tira a unidade mas, ainda assim, nos permite cegar os outros, para que estes não vejam para o nosso interior. Somos condenados a parecer normais, amaldiçoados por uma qualquer fêmea de tribo que nos condena à felicidade aparente, sem nunca nos dar sossego por dentro. Os Deuses da minha geração perdem-se no meio da multidão, caminham sem sombra, sem unidade, não precisam de auscultadores – a música surge na cabeça – olham-se ao espelho e amam-se, olham outros e vêem-se a eles mesmos. Os Deuses da minha geração não se vestem por vestir, os deuses da minha geração têm a alma nas mãos e, a qualquer momento, esta pode cair. Os Deuses da minha geração perdem-se nas drogas e no álcool para poderem fugir de si mesmos, são infelizes porque foram condenados a não amar ninguém a não ser a outra metade de si, e aqueles que a encontram, como Deuses que são, raramente conseguem ser retribuídos, são imortais e terão de o ser sozinhos… Nós não castigamos, não intervimos, só observamos e nos prevenimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho os olhos por um segundo, tenho a cabeça a latejar – Por favor um pouco de sossego – saio do quarto e resolvo ir beber um copo, o dia o sugere.&lt;br /&gt;Chegado ao pub sou deparado com uma paisagem semi-irlandesa que me transporta, no espaço e no tempo, para um quarto amplo, todo escuro, as paredes brancas e esquizofrénicas, preenchidas com pequenos riscos de faca, não de quem conta os dias, mas de quem conta os pensamentos. A imagem desenha-me um Homem nos seus &lt;em&gt;early 20s&lt;/em&gt;, de fato preto e camisa branca, marcas de cinza e manchas de álcool no &lt;em&gt;blazer&lt;/em&gt; – sugere o regresso de uma qualquer festa – cabelo despenteado, ar desgastado, olheiras e cicatrizes de uma guerra interior. Ao seu lado – sentados também ao balcão, em bancos altos e estreitos – encontram-se mais sete representações suas, na mesma posição, mas todas choram, o Homem fuma. A música acelera e… PANG! As estrelas descem do céu e a minha mente repousa no inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Deuses da minha geração são Deuses mas, para o serem, também são escravos.&lt;br /&gt;Os Deuses da minha geração vão acabar mortos e, na morte, vão atingir a imortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110938142623959933?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110938142623959933/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110938142623959933' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110938142623959933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110938142623959933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/os-deuses-da-minha-gerao.html' title='Os Deuses da minha geração'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110928627669276877</id><published>2005-02-24T11:02:00.000-12:00</published><updated>2005-02-24T11:04:36.696-12:00</updated><title type='text'>Mitologia da Morte e do Sonho</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Tenho a certeza que os olhos são apenas espelhos, não vidros, mas espelhos, não da alma, mas de nós mesmos nos outros. O que nós vimos quando amamos somos nós, em outrem, dispersos, heterónimos? Anjos caídos, duas metades de uma mesma coisa, e eu não sobrevivo sem a minha.&lt;br /&gt;Sou-me a sensação e nego-me o pensamento, porque pensar é amachucar, porque pensar é abrir gavetas há muito fechadas, fechadas para nunca serem abertas. O cigarro arde inteiro de cinza, dentro do cinzeiro preto, e eu choro, e ela toca, e o piano sente. A música passa da melodia suave em que eu falho e sonho nascer, para um frenético conjunto de sons metálicos, ácidos, que me fazem incómodo - “Algo me diz que isto não são blues…” – tenho o fato estremecido, mais adulto do que pensa, a camisa por fora das calças, a gravata desapertada, o cabelo despenteado com a mão esquerda, um copo de whisky na mão direita, e choro… and… Brack! vac….vac….vac….vac! &lt;em&gt;The show will begin in five minutes, please take your seats and enjoy the evening. I have the feeling that this will be a wonderfull night, please don’t eat, drink or smoke during the presentation. Thank you.&lt;/em&gt; As luzes apagam-se, alguém canta em françês e eu contínuo a chorar, agarrado ao piano, em que ela está a tocar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Peut-être un jour réalisera-t-on dês clones humains… Mais personne ne sait quel sort leur serait réservé… les bebés selon leur couleur de peau, de cheveux ou de sexe.&lt;/em&gt; A programação está cada vez pior, as guerras chegam com as suas inovações tecnológicas – The A-Bomb; Experiência de Filadélfia; Les Clones Humains – o mundo, aqui, na praia, no núcleo da vida, a abdicação de um ideal, a esperança bruscamente abandonada, uma antecâmara de marfim é construída por mim, e dentro dela, ergo – eu – uma estátua de ti! O meu espelho é um quadro cubista e é comovente o meu bebé no teu ventre – mas tu não estás grávida! – agora, assim, na floresta, no sol e na erva, na poesia da prosa, faço parte de ti?&lt;br /&gt;A minha casa está a ser bombardeada e o meu futurismo diz-me que algo não pode ser previsto, o que será? A música volta ao Jazz… New-Orleans e um copo de whisky – onde está o charuto? – ela agarra-se ao piano e chora, eu toco. A praia da Europa é a floresta da orla ocidental, Ocidente perdido, levem-me ao Oriente, ao Oeste da minha mente, à esquerda do meu ideal. A música continua soturna, e eu vejo tudo com os olhos no chão, o sangue pisado de uma memória brilhante, um Deus em marcha fúnebre… Se eu morrer novo, quero Miles Davis no meu funeral, quero ouvir recitar Sá-Carneiro, quero imagens grotescas e cenas de amor. Se eu morrer novo… quando eu morrer novo…&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110928627669276877?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110928627669276877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110928627669276877' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110928627669276877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110928627669276877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/mitologia-da-morte-e-do-sonho.html' title='Mitologia da Morte e do Sonho'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110919970795595831</id><published>2005-02-23T10:03:00.000-12:00</published><updated>2005-02-23T11:01:47.956-12:00</updated><title type='text'>Quando a inspiração vaza e eu me sinto estúpido:</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"What came first, the music or the misery? People worry about kids playing with guns or watching violent videos afraid that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands, literally thousands, of songs about heartbreak, rejection, pain, misery, and loss. Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?" - High Fidelity, 2000&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ok, ok! Ponto número 1: o mistério da vida. Big-bang... teoria da evolução das espécies... celacanto... Não! Voltamos atrás no tempo: partículas... espaço... átomos!!! Exacto, átomos... Não! Não pode ser! Demasiado "Maias", demasiado João da Ega e as suas memórias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atravessando épocas, atravessando grandes rios e grandes guerras, chegamos a um ponto comum: As pequenas coisas! Exacto! Era aqui que eu queria chegar. Tudo o que foi grande, tudo o que teve importância, tudo aquilo que é sentido começa com as pequenas coisas. Lembro-me agora do primeiro livro que li, do primeiro álbum que ouvi. A minha imaturidade é quase tão grande como o meu medo de viver. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mulheres são umas cabras! Isto é um facto e, até aqui, todos concordamos. Os homens são fracos e frustrados? No geral, sim, positivo! Não sei que merda de análise foi esta, mas estou a sofrer de uma profunda crise de análise social. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O homem resiste, o mundo pula e avança! Será? Secalhar o homem resiste e contribui para a degradação da humanidade, talvez negando a mim próprio a minha desgraça, esteja a impedir o nascimento de um génio! Bem, nesse caso, acho melhor não me privar de nada e não fazer esforços ou ceder a obrigações! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E se tudo for, subitamente, dito com um pouco mais de sabedoria? Reparem que, por mais porca ou ofensiva que seja uma ideia, se for dita com - o que eu chamo de - "nuances de subtileza e amor", tornam-se automaticamente frases românticas e agradáveis ao ouvido e ao ego. Por exemplo, formas diferentes de convidar alguém a ter relações sexuais com ajuda de brinquedos "rather kinky":&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1ª - " Sabes... ando um bocado em baixo, preciso de amar e de me sentir amado... tenho traumas severos relativos à minha infeliz infância e tenho a necessidade de utilizar "objectos-lembrança" dos meus tempos de bebé relativamente ao amor..."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2ª - " Gostava de partilhar contigo todo o meu amor e todas as minhas lembranças, quero partilhar contigo todos os objectos que me relembram bons tempos de petiz. Faz amor comigo... faz-me sentir amado outra vez, quero voltar a ter a inocência de uma criança que brinca com tudo."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3ª - "Se há coisa que me faz feliz na cama, são aquelas pequenas brincadeirinhas..."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4ª - "Não é assim tão porco... Tenta ver isto como uma feliz alusão à inocência...."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5ª - "Amor... temos que ser uns pós outros..."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que quero sublinhar com isto é que, a pior coisa do mundo, dita da forma mais bonita, é aceite e relembrada, não interessam os fins, apenas os meios. A retórica é o poder mais nefasto alguma vez utilizado pela humanidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110919970795595831?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110919970795595831/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110919970795595831' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110919970795595831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110919970795595831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/quando-inspirao-vaza-e-eu-me-sinto.html' title='Quando a inspiração vaza e eu me sinto estúpido:'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110910603561972841</id><published>2005-02-22T07:56:00.000-12:00</published><updated>2005-02-22T09:00:35.623-12:00</updated><title type='text'>O Canto do Palhaço Triste</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"cos all of the stars are fading away, just try not to worry you'll see them someday. (...) may your smile shine on, your destiny will keep you warm. (...) and stop crying your heart out..." - Oasis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundos mais tarde, o escritor haveria de recordar os exactos sentimentos que teriam levado ao abandono e ao suicídio. Segundos mais tarde, o escritor não se arrependeria de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um palco escuro, um anfiteatro vazio e, no centro, um palhaço triste. O que teria levado o artista a encaminhar-se decididamente para o centro de um palco vazio num anfiteatro sem espectadores? Que estranha sucessão de eventos teria feito o palhaço, na hora anterior a esta, sufocar todas as suas vestes dentro de uma mala de couro preta e, cuidadosamente, fechar as tiras de cabedal castanho que a suportavam? No fundo a pergunta é: O que pode, eventualmente, levar um palhaço triste a um teatro, quando o seu lar é o circo?...&lt;br /&gt;O homem estreitamente gordo avançava em passos ligeiramente largos. O seu cabelo já branco, despenteado de uma forma quase propositada, fazia pequenos caracóis por cima dos seus ouvidos, causando um ar automaticamente ridículo. Era essa a sua profissão. Avançou pelo corredor num andar pesado, olhou a janela – o dia nascia limpo, tranquilo, ignorante da existência dele e indiferente à sua dor – uma lágrima criava uma linha divisória na maquilhagem da face direita do palhaço, sentia-se perdido por não se saber o porquê de se ser. As rugas dos desgostos espalhavam-se na sua pele envelhecida, como que impedindo-o de prosseguir, avisando-o da sua inutilidade e lembrando-o do espectáculo da noite anterior… a causa da sua insónia, o impedimento do seu descanso. A verdade que o palhaço tentava esconder era que, na noite que antecedia o dia da sua derrota, a performance do velho tinha deixado muito a desejar, as crianças não sorriam e, ao palhaço triste, só lhe restava chorar.&lt;br /&gt;Afastou a memória que invocava a gota no copo-d’água, e puxou as duas cortinas pretas que detinham o poder de apagar a luz à janela. Com o chão de madeira nos olhos, o artista derrotado arrastou-se em braços até ao quarto-de-banho. Mostrou a sua ridícula e desgastada figura ao espelho, este devolvia-lhe um homem obeso, perto das 70 primaveras, apenas tapado pela demasiado curta camisola d’alças branca que lhe prendia o claro excesso de pêlos, e a maquilhagem meio lavada de palhaço que o prendava com um olhar mais triste do que era, por natureza. Com os olhos vencidos pelas lágrimas, vermelhos de cansaço, o velho palhaço passa a cara por água, limpa-se do que o faz aquilo que é, despe-se – olha-se ao espelho – acha que pode esperar um pouco mais… “sim… ainda posso esperar um pouco mais… espero ainda te fazer sorrir… ainda vou ser feliz contigo.”. Encaminha-se para onde foi encontrado no princípio da história, no centro do palco escuro, num anfiteatro vazio, fora do seu circo, desenquadrado, triste, palhaço! O anfiteatro estava prestes a ser demolido, o palhaço ia morrer por uma causa que não era a sua, assim, era mais fácil, era mais nobre, assim, era mais estúpido… quase fazia rir…  &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110910603561972841?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110910603561972841/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110910603561972841' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110910603561972841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110910603561972841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/o-canto-do-palhao-triste.html' title='O Canto do Palhaço Triste'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110876033352127575</id><published>2005-02-18T08:56:00.000-12:00</published><updated>2005-02-18T08:58:53.530-12:00</updated><title type='text'>Narcolepsia</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"my drugs got me in bed, went up into my head, and I really don't wanna depend..." - My Friends&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje à noite fujo. Fujo da vida e fujo da realidade, que me atropela quando estou lúcido, vou fugir pelos vales e planícies da cidade enquanto me deixo arrastar pelo silêncio, vou fugir da minha insanidade triste para mergulhar numa quimera nocturna que me oferece álcool, que me oferece amigos que só o são naquele momento, que me oferece as drogas que me sobem à cabeça e me abstraem da dor. Vou enganar a dor e vou-me enganar a mim mesmo, vou fingir com tanta força que vou sonhar. Quero um colapso nervoso no chão de um bar, procuro a dor auto-infligida, rezo para que os tóxicos me subam, radiantes, até à cabeça, para que ela já não sinta o que sente quando eu sou eu. Uso e abuso de tudo aquilo que tem limites; é como vestir uma pele diferente, é como vestir-me de uma diferente personalidade, revestir-me de descontracção e insuflar-me de um pânico feliz. Se os prazeres urbanos existem, existem para me curar pela doença, existem para atenuar a minha dor, para me deitarem na cama do crepúsculo enquanto observo o chão em constante mudança, amo o meu delírio, sinto que consigo delirar como mais ninguém consegue, estou espantado comigo mesmo, por ter forças para gritar a Deus e agradecer-lhe por me dar um alimento digno da minha cabeça. Vai inchar e vai explodir e dela só vai sair fumo, só vai sair sangue e, quando assim for, serei feliz. Tacadas sucessivas no coração, talvez não esteja assim tão bem… Como comer em excesso, sinto-me agoniado de tantas expectativas decadentes, é como o puxar de um vómito que já aguarda ressequido, dentro da boca, por demasiado tempo. O coração respira devagar, os meus olhos ardem e a minha cabeça está dentro do volante, uma outra cabeça está dentro do vidro, cabeça &lt;em&gt;invitro&lt;/em&gt;… a ideia faz-me sorrir. Esta noite preciso de distracção azeda, áspera, a arranhar-me a garganta que já não suporta mais o gelo e o fumo. Faça o que fizer, não tem importância, não serei eu! Nestas noites não tenho família, não tenho profissão nem tenho alma, mas o amor continua lá, escondido, esperando pelo pico do delírio para atacar e, quando finalmente o fizer, chorarei e gritarei aos céus “Deus porque me torturas? Porque me deixas afundar em mim próprio, perder-me dentro do labirinto previsível que é a minha dor? Quem és tu Deus, que me arranhas as costas quando te peço para mas coçares! Quero-te ver a sofrer! Quero espancar-te e ver o teu sangue, finalmente humano, a escorrer por uma calçada suja de noite, vou-te tirar do trono pelo pescoço! Filho de um Deus menor! O QUE É QUE FUI FAZER????”. Já não suporto mais a espera, preciso do segredo alquímico “assassino” do vapor, preciso do frio tão quente que me sobe à cabeça e me faz suspirar em forma de um sorriso de quem cessou de ser infeliz, porque cessou de viver. Esta noite vou morrer para renascer na manhã. Quando estiver a voltar pela rua fria, no crepúsculo, a minha face terá as cicatrizes negras que as drogas me deixam no corpo, vou entrar no limite da saúde, um limite que me faz acordar e voltar a recordar os momentos de dor, mas esses momentos parecer-me-ão mais reais do que nunca, é na indigesta dor da ressaca que vivo os momentos de infelicidade com mais clareza, é aí que choro, choro para poder dormir. Não durmo há mais de 48 horas… mas sobreviverei a esta noite, em que fujo da vida, em que fujo de mim, em que me repito erradamente, deixo-me extasiar pela podridão verde da estrada, pelas doentias luzes de halogéneo que me aquecem mas não me deixam queimar. Hoje à noite vou respirar por um nariz que não é o meu, esta noite vou ser feliz porque não vou ser eu.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110876033352127575?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110876033352127575/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110876033352127575' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110876033352127575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110876033352127575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/narcolepsia.html' title='Narcolepsia'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110867881400999186</id><published>2005-02-17T09:39:00.000-12:00</published><updated>2005-02-17T10:20:14.016-12:00</updated><title type='text'>Recortes de Jornal</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Soon I'll be dead, my words in your head, will now be a shadow. All my feelings are broken. Love just can't be spoken. No use in pretending sorrow, where will I be tomorrow?" - Goodbye Tomorrow&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me consigo mexer, tenho medo de me mexer, medo de me magoar, tenho medo de ver, de te deixar. Os amigos que me foram já nada me são, as memórias que tive deixaram-me deitado no chão, porco, sujo e louco a rastejar, a implorar por um perdão que ninguém, a não ser tu, me pode dar! Tornou-se impossível viver no meu quarto, está demasiado sujo e repleto de odor intenso, e tudo me cheira a ti, mudei-me para a sala. O silêncio que sai da tua boca deixa-me paranóico e demasiado atento e observador, todas as pessoas à minha volta são perceptíveis, todos os seus movimentos analisados de uma forma doentia e surreal. As minhas respostas tornam-se mais secas com o passar das horas, e mais seca se torna a minha boca, talvez precise de água, o corpo precisa d’água, há quanto tempo eu não…?...secalhar, água! Algo não está bem, sinto alguma coisa a fervilhar dentro de mim, que grita dentro de mim “Faz-me-te de ti!”. O que é que me tem acontecido ultimamente? Quem sou eu, que já não é a minha voz que oiço? Respiro fundo, estou a deixar-me levar, convenço-me de que estou louco e penso em ti, é a maneira mais fácil de sair de mim. Na sala de aula, vazia, demasiado clara, corro em direcção à porta, está alguém junto ao quadro! Sou… sou eu…arranho o quadro com as unhas, a insanidade apodera-se de mim como uma seringa se apodera do sangue, a minha mente pensa em agulhas, pensa em dor, a tatuagem da tua cara no meu peito arde, os seus olhos brilham, sinto a pele a rasgar, sais de dentro de mim, deixas-me no chão, a sangrar, a chorar…&lt;br /&gt;Acordo a suar, que merda! Os dias que passam perderam o sentido juntamente com a conta das noites que passo em branco. “O que é que queres de mim?” – grito ao espelho; não espero resposta, ele não me dá. O espelho parte-se. Terei sido eu? Apanho um dos pedaços, o mais afiado… Penso que quanto mais letal for o objecto menos dolorosa será a morte, ou talvez apenas mais rápida, será que a quero fazer durar?! Argh! O sabor a vidro espalha-se pelo pulso, imagino uma veia a ser aberta ao meio, imagino sangue, imagino-me a mim e… claro, tu! Sento-me no chão, encosto-me à parede, observo as pessoas que se passeiam pela minha memória e me acalmam com palavras de esperança, talvez acorde no hospital. Não sabia que havia camas no Inferno… Há um ano atrás sonhei com uma rapariga que me entrava no quarto, pela janela, e me avisava de que estava morto e me perguntava se eu queria ajudá-la a ultrapassar a vida, desafiava-me a abdicar da minha e protegê-la para sempre, assim o fiz, caminho agora junto dela, todos os dias, deixo-a de noite, a dor é demasiado grande. Conto agora os dias, o meu cérebro derrete-se por excesso de peso, que sentimento é este? Vejo o sangue a brotar dos meus pulsos, corre livre, como um rio… Sorrio tristemente e penso que nunca me senti assim tão livre, que nunca testemunhei tanto prazer… “Então isto é que é morrer?”, sinto-me feliz! É liberdade, é sangue é saúde. Vou jogar às cartas, para passar o tempo, num salão de jogos no Inferno. Acordo de repente, o teu olho encontra-se com o meu e tu sorris “Sempre com estilo!” – dizes-me enquanto me agarras e me levantas da poça de sangue em que adormeci. Chegas-te a tempo? Não sei, as drogas e o álcool fazem-me companhia quando mais ninguém faz, salva-me da vida, salva-me de mim!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110867881400999186?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110867881400999186/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110867881400999186' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110867881400999186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110867881400999186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/recortes-de-jornal.html' title='Recortes de Jornal'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110865804906656325</id><published>2005-02-17T04:32:00.000-12:00</published><updated>2005-02-17T04:34:09.073-12:00</updated><title type='text'>025 - Desistir de Viver</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Se me perguntardes se sou feliz, responder-vos-ei que o não sou." - Bernardo Soares, Intervalo Doloroso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É bom ser feliz, saber que um dia serás grande, terás filhos que te acompanharão até ao dia do juízo final, saber que terás alguém a teu lado, sempre, a amar-te e a respeitar-te como és, é bom sobretudo ser realizado, devolver à vida aquilo que ela te deu à nascença, um princípio bom e glorioso, é bom entregá-lo limpo, não deixar nada corrompê-lo.&lt;br /&gt;É mau sentir a vontade clara de terminar a nossa vida, de desistir de tudo porque a única coisa que temos a perder é o sofrimento que nos consome enquanto vivos, é mau amar sem ser amado, é mau saber que nunca deixaremos legado, que nunca descobriremos o que nos foi destinado.&lt;br /&gt;Desisti da vida, abdiquei de viver. Mas o mártir que represento é superior a outros porque, enquanto muitos optaram por acabar com a vida e morrer, eu opto por acabar com a vida permanecendo vivo. É esta a minha escolha porque, por enquanto, não tenho em mim a força suficiente para avançar para a felicidade, sou cobarde e, por isso, não consigo morrer fisicamente e ser feliz, prefiro permanecer um fantasma urbano sem nada para contar, sem ouvidos para ouvir ou boca para ser ouvido, observo, é certo, mas observo com um olhar triste, tudo me soa triste porque sou infeliz.&lt;br /&gt;Nos últimos tempos tenho vindo a infligir um suicídio faseado na minha alma, de dia para dia me sinto mais vago, mais perdido, sem rumo e todo eu sou frustração, todo eu sou dor e falhanço. Os meus olhos desfazem-se em lentas lágrimas quando penso no que sou e no que serei, quando penso e sei que estou destinado a ser infeliz e a morrer cedo, quando compreendo que nunca chegarei a avô, não viverei para ver filhos meus correrem atrás dos deles pelo quintal, não testemunharei a mudança de era, não viverei os tempos de áurea felicidade que esperam todo o ser humano, ao envelhecer feliz e completo.&lt;br /&gt;Sonho mas não crio ilusões, sonho apenas para me ocupar o sono, para não tornar o sono uma prótese da vida, vazio e desconfortável, assim vivo através do sonho, vivo imaginando como seria viver nas praias que nunca visitei, tocar em lábios que nunca beijei, viver todo a preto e branco, como um longo filme de Hollywood, como um teledisco que me recorda de como a felicidade poderia ser, de como os amigos poderiam ser, como uma capa de um livro que me sugere um amor verdadeiro e recíproco. Nada disto é real, nada disto é o mundo, mas tudo isto sou todo eu, sonhador e adormecido, prefiro imaginar o que a vida poderia ser, em detrimento do que ela realmente é, angustiante e frustrante, como as migalhas deixadas num prato por lavar, ou como uma cama fria por fazer, ocupada apenas por mim que, como um fantasma, sou demasiado frio e infeliz para a aquecer.&lt;br /&gt;Escolhi abandonar a vida porque ela escolheu renegar-me, sou o filho ilegítimo que Deus acolheu como sendo seu e cedo o abandonou para experienciar a crua realidade, sabendo de antemão que nunca conseguiria sobreviver. A maior alegria que suporta o meu quotidiano é o sol que me queima a face num dia frio de Inverno, fujo da sombra no passeio para me sentir especial, abençoado por os pequenos raios de sol que espreitam por detrás dos prédios, enquanto espero pela única pessoa que me podia fazer viver, mas que eu escolho abandonar, preferindo a minha morte de vida, optando por me suicidar e não fazer nada. Se não tenho vontade de viver, nada me motiva, ninguém chega até mim, tudo me soa inglório, vão… Inventarei uma vida melhor para mim, de dia dormirei acordado e de noite viverei através do sonho, da constante da vida. Paz, amor e nostalgia enquanto sonho comigo mesmo, num filme a preto e branco, na praia, com a banda sonora indicada, com amigos que nunca conheci e que sorriem para mim e me compreendem como se fossem como eu, e contigo, abraçada ao meu tronco nú, mexendo no meu cabelo molhado de água salgada e passando a mão esquerda pela minha cintura seca de sal, a tua pele sabe a mar como da primeira vez que a provei e eu semicerro os olhos e sorrio com ar atrapalhado, como quem não acredita que esta felicidade é possível… e não é… mas aqui, na vida, sem ti, prefiro sonhar, prefiro morrer.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110865804906656325?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110865804906656325/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110865804906656325' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110865804906656325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110865804906656325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/025-desistir-de-viver.html' title='025 - Desistir de Viver'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110859600253322352</id><published>2005-02-16T11:16:00.000-12:00</published><updated>2005-02-16T11:20:02.540-12:00</updated><title type='text'>P.s. - Adeus</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"this has got to die, this has got to stop, this has got to lie down..." - Damien Rice, Blower's Daughter Part II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como em todas as histórias, encontro nesta um final. O amor subsiste mas a dor toma conta dele, a espera demasiado longa coloca-me num estado demasiado fraco. A verdade foi solta e caiu-me na palma da mão, e desta vez fui eu a lê-la, o que vi foi morte, foi a destruição de um ser humano, alguém morreu, esse alguém fui eu. Quando todas as portas me são fechadas na cara e eu, ainda assim, consigo ver e perceber o porquê, isso significa que algo não está bem, que eu não estou saudável, estou doente e sofro de algo raro, de algo tão belo como destruidor, estou doente e como o estou preciso de me curar. O Homem é fraco e é egoísta e, se tu cometeste erros, se demoraste demasiado tempo a encontrar o segredo da mala, eu peco por não ter forças para continuar a lutar. Os moinhos de vento que antes me desafiavam agora transformaram-se em nada mais que vergonha, sinto vergonha da pessoa que sou, do ponto a que deixei o meu ego deteriorar-se e confundir-se com o teu. Acredita que, por minha vontade, eu deixava isto arrastar-se para sempre, eu a amar-te, cego, surdo e burro ao que é mais que evidente, e tu a seres tu, a não conseguires encontrar-te e a deixares-me de fora dos teus olhos. É injusto continuar assim, para ti porque agrava uma dor que já existe, para mim porque me tira a vida que eu nunca tive. A verdade é que, antes de ti, antes dos teus sonhos, eu não existia, não sonhava, não havia matéria de sofrimento e, por isso, sofria por nada, agora sofro por ti. Nunca fui de ouvir aquilo que os outros têm a dizer, nunca liguei ao que ninguém acha ou pensa que sabe sobre mim mas, desta vez, tenho demasiada gente a tentar que eu perceba que, faça o que fizer, estou a defrontar os mesmos moinhos de vento e que, nem os consigo ferir, nem tenho coragem para baixar os braços e admitir que estou louco, que não vejo as coisas como elas são. Alimento de dia para dia a tua imagem com esperanças vagas e ténues, apenas aumentadas por pedaços da minha alma, farpas do meu ser, farrapos do que eu sou e não quero continuar a ser, mas não encontro outra hipótese. Sem ti não sou nada mas, contigo sem te ter, sou um nada iludido, estúpido. Gostava de te poder dizer que fico bem, que ultrapasso isto, que daqui a uns meses voltarei a ser como já fui, feliz na infelicidade, mas não posso, não sinto que alguma vez recuperarei o que fui antes de te ser, os meus sentimentos por ti mudaram-me como pessoa, aumentaram-me como ser, deram-me coragem para me levantar da cama e boas razões para ter nascido. O meu delírio, a minha insanidade triste destrói-me os sonhos e deixa-me com a verdade na palma da mão e lágrimas que se soltam dos olhos, independentes, livres, tudo o que eu já não sei ser.&lt;br /&gt;Talvez um dia, quando formos de outras idades, quando tivermos outros problemas – ou os mesmos – quando eu ainda me lembrar de ti quando vir, numa montra perdida, um qualquer desenho de um cavalo alado, ou quando ouvir o número 7 ou aquela música, talvez aí nos possamos reencontrar e… e ir ver um filme ao cinema… há quanto tempo não fazemos isso? Talvez mais tarde, ou… ou então secalhar nunca. Bem, tu nunca gostaste de finais felizes e o que é melhor que um bom drama? Sou incondicionalmente romântico e tu também, apesar de o negares, portanto não será assim tão mau, eu voltarei a ser infeliz na infelicidade e tu feliz na infelicidade; sempre foste mais resistente, mas tão mais frágil, tão mais fraca… Agarro-te agora porque não poderei mais agarrar-te e segredo-te ao ouvido um segredo tão contado, tão violado, um “Amo-te” sentido, uma palavra de carinho, outra de força. “Vais ser feliz”, digo-te enquanto abro os braços e te deixo voar, para onde tens de ir, para onde queres estar.&lt;br /&gt;Olho-me ao espelho e percebo que tudo isto já me estava escrito nos olhos, naqueles olhos que, do outro lado do espelho, não parecem tanto os meus, mas os teus, sem a beleza que tu carregas contigo, sem a extraordinária exclusividade que te é tão característica. Choro e vou chorar até perecer mas, se o perfume ainda dura, o sabor perdeu o sentido. “Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar-se” – já diziam os persas, pois eu vou deixar de ser fraco, resolvo calar-me. As esperanças adiadas hão-de ser renovadas e tu… tu vais ser feliz!&lt;br /&gt;Mas enfim, e em fim, isto sou só eu a ser eu, a desistir sem muita glória, a acabar sem muita vontade aquilo que tu nunca deixaste começar… Amo-te agora, e sempre.&lt;br /&gt;P.s. – Adeus.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110859600253322352?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110859600253322352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110859600253322352' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110859600253322352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110859600253322352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/ps-adeus.html' title='P.s. - Adeus'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110856821085651975</id><published>2005-02-16T03:32:00.000-12:00</published><updated>2005-02-16T03:36:50.860-12:00</updated><title type='text'>Inspirado por um cigarro apagado</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Ela dá-me beijos e papas de leite, faz-me um chapeuzinho com as nuvens do céu. Põe na minha boca a cara de seda, e canta comigo, para eu não chorar... Ela abraça-se a mim em noites sem sono, ela tem de chorar, com as dores de crescer... Não chores, não chores..." - Jorge Palma, Beijos e Papas de Leite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, na minha mesa de trabalho, se é que se pode chamar de trabalho a algo que não é obrigatório nem remunerado, observo a mudança meditada do mundo enquanto, num olhar hipnotizado, reparo que o efeito da luz do sol saída da janela e, discretamente repousada na mesa de madeira, forma um efeito ondulante que me lembra mar e me lembra fumo. Se observar a mesa de um certo ângulo, parece que algo a está a queimar, devido ao efeito do reflexo que me sugere fumo, por outro lado, se deslocar a minha posição para um prisma mais distanciado, posso jurar que é mar que eu vejo, ondulando suavemente sobre a pensativa mesa amiga, a quem tudo confesso sem nada querer confessar. É aqui, sentado meio curvado, com ar de quem tudo perdeu aquilo que nada teve, que eu passo este ano, mais um ano, mais um futuro já tão presente no passado.&lt;br /&gt;Abdico de tudo desde que me consigo recordar substancialmente. Sou um quase artista retratado num quadro quase triste, quase verdadeiro, quase bom. Sou uma testemunha da minha própria vida e, como boa testemunha, tento intrometer-me o menos possível, limito-me a observá-la mas… até já isso me cansa. Tudo me cansa, nada tem sabor, nada tem cheiro. Estou neste preciso momento sentado na secretária, o efeito de luz já avançou, caiu o reflexo de cima da mesa e está agora no chão, onde se confunde suaves tracejados da carpete. O sol a bater-me na cara é como uma purificação que me arrefece, que quase me põe doente, o calor é bom demais para a minh’alma doente, o meu corpo agradece-o mas o meu coração não se acha digno de o receber.&lt;br /&gt;Olho enternecido para a janela que me mostra o mundo, a mim! Eu, sentado nesta mesa que não me percebe, que me critica. Eu, dentro desta sala que me incuba, fechado como dentro de uma cápsula espacial, a janela mostra-me o mundo que só muda quando uma folha cai da árvore desengonçada, ou um gato passa, lá ao fundo, sem nunca reparar na minha presença, no meu olhar, as pessoas passam sem nunca cruzarem olhares comigo. Passa agora um pobre velho de andar desinteressado, como quem não entende nada do que se passa no mundo, nem já a sua tão amada natureza o compreende, enquanto passa por ela como eu pela vida, enternecido, esquecido e perdido. Quando volto a olhar já ele vai longe, no seu passo arrastado, ultrapassando a lebre, passou pela minha vida simbolizando o meu desgaste de inutilização. Eu cá dentro, dentro da minha cápsula, vivendo menos que um velho decrépito, que passa por mim lá fora, sem nunca me reparar, sem nunca se aperceber da vantagem que leva sobre mim que, ainda novo, já morri.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110856821085651975?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110856821085651975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110856821085651975' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110856821085651975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110856821085651975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/inspirado-por-um-cigarro-apagado.html' title='Inspirado por um cigarro apagado'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110851201680689273</id><published>2005-02-15T10:23:00.000-12:00</published><updated>2005-02-15T12:00:16.813-12:00</updated><title type='text'>Variantes cíclicas de uma retórica recorrente</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Rua da Misericórdia nº7 – Lisboa. Um parque de cimento com precisamente três, cada uma delas acompanhada de sete pedras, colocadas geometricamente à volta de cada um dos três gigantescos carvalhos, formando uma espécie de circulo de protecção, confiante, fidedigno… Um pouco mais à frente, entre o estudante que aguarda a chegada do autocarro, pacientemente, e o velho barbeiro sempre fechado – diz a gente que servia como encobre a negócios menos legais – estava o enorme prédio sem último andar que, com o passar das gerações, tinha testemunhado momentos de toda a espécie. No flanco direito do dito prédio, podiam-se ler em letras de latão, escrito de baixo para cima, o nome do edifício “Torre de Babel”. O nome, origem de tantas reuniões de condóminos, teria sido dado por um qualquer artista falhado que tinha acabado na construção civil e, de livre iniciativa, teria convencido a prole da obra a colocar ali aquelas três simples palavrinhas que, para eles, nada de mal significavam. O prédio era um prédio, nada mais que isso, um grande bloco de cimento, sem especiais arquitecturas, liso e cinzento, tal como os seus moradores. Mas o que o traz a esta história, o que o distingue de outros prédios tão idênticos a este, é a absoluta e inexplicável inexistência de um último andar! O nº 7 da Rua da Misericórdia não tinha um último andar e, assim sendo, subimos rapidamente – os números do elevador são percorridos por uma luz amarela – para o penúltimo andar – Pling!&lt;br /&gt;Abre-se a porta do elevador, uma ranhura de luz começa a mostrar o papel de parede pelo meio das portas em movimento… afastam-se totalmente uma da outra, pé de fora! Percorre-se o corredor de alcatifa escarlate, as paredes demasiado brancas dão uma sensação de vácuo, de falta de oxigénio por excesso de espaço. Subitamente… lado direito, porta nº37. Avanço a mão para o puxador, mas… quando toco nele a porta abre-se – farpas de madeira, sinais evidentes de arrombamento – que se terá passado? Entro no quarto frio, a janela está aberta… tenho um mau pressentimento! Esqueço todas as outras divisões e arrasto-me até à janela dupla “Há quanto tempo não é este vidro limpo?”, quando obtenho a imagem total do comprimento da janela, outra figura capta a minha atenção do lado esquerdo. Uns olhos húmidos encontram-se com os meus, pertencem a um homem alto e excessivamente magro, meio calvo, sinais de idade já avançada – talvez 40…ou seriam 50? – que se encontra de pé, encostado ao canto esquerdo da janela, completamente nu. No preciso segundo que estico a mão para dizer alguma coisa “Você… você está bem?”, o homem deixa-me a boca vazia e o discurso perde-se no ar, enquanto se dirige para a frecha já aberta da janela, empurrando-a um pouco mais e, enquanto eu observava mudo, lança um salto assustadoramente consciente para a estrada em movimento. Olho para baixo: sangue! A vida contínua na Rua da Misericórdia, os carros passam, o rapaz apanha o autocarro, ainda vivo, ainda morto…&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110851201680689273?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110851201680689273/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110851201680689273' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110851201680689273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110851201680689273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/variantes-cclicas-de-uma-retrica.html' title='Variantes cíclicas de uma retórica recorrente'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110831784182514982</id><published>2005-02-13T03:57:00.000-12:00</published><updated>2005-02-13T06:04:01.833-12:00</updated><title type='text'>Era uma vez a vida</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado." - Albert Camus &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Jardim amanheceu sereno. As horas visitavam-no rapidamente e, de quando em quando, lá recebia a visita de um ou outro estranho que, despreocupadamente, apreciava a vista o melhor que sabia. Uns chegavam, com a sua boina de quem é pobre e o seu camisolão de quem perdeu um grande amor e, quase imediatamente, se sentavam num dos quatro bancos velhos que, com o tempo, se enquadravam melhor no perfil do Jardim, sábio e imutável, na sua magnificência quase aristocrata.&lt;br /&gt;Mas esta manhã nascia diferente. Os mais sensíveis eram hoje facilmente distinguidos do resto da gente que, apressada, passava pelo Jardim todos os dias sem nunca fazer parte dele. O escritor frustrado na casa dos vinte, sempre fora de moda mas no qual todo o trapo se encaixa, passava naquele dia pelo Jardim como passara no dia antes e voltaria a passar no dia depois, mas desta vez algo não estava bem; sentiu-se invadido por uma brisa desconcertante que lhe cortava o coração, que o deixava demasiado nervoso, atento a algo mas… não sabia bem o quê. A viúva quarentona sempre magra e sempre negra, o velho carteiro no seu passo competente, até o apático jardineiro que tinha o Jardim como sua casa, denotavam uma movimento atómico que fazia daquela manhã uma manhã a recordar, que a diferenciava da rotina da vida, que a afastava dos pilares de mármore que definiam um labirinto pré-estabelecido, vago, entediante… este amanhecer vinha com vento de mudança!&lt;br /&gt;Chegava o dia à hora-meia, e já se começava a entender o “porquê” do vento estranho e dilacerante. Sentados nos quatro bancos do Jardim, que formavam o que aparentava ser os contornos de um cão, estavam quatro pessoas que nunca antes tinham por ali passado. Uma dama gorda e flatulenta, toda vestida de preto, que lembrava um irritante poodle com excesso de peso, roía o dedo indicador de forma doentia e desesperada, curvada sobre o colo, de modo a que a sua obesidade já tão visível se tornasse ainda mais. Um garoto de meia esticada e camisa de fora, comia um gelado inocente enquanto observava atentamente cada movimento das nuvens sobre o céu, cada mudança que pudesse pressagiar algo de menos favorável, a sua cara mostrava uma inocência própria da idade, os seus olhos escondiam um medo pouco comum.  Por último, estragando a equivalência estética do Jardim, no terceiro banco – correspondente ao dorso do cão – encontrava-se um casal suspeito de costumes, ele bem constituído, vestido formalmente, de óculos escuros bem ao estilo “América, anos 70”; ela muito elegante, vestida toda de branco, de peruca loura excessivamente penteada, fazia lembrar uma actriz pouco feliz; os dois observavam o rapaz enquanto este comia o seu gelado, como que verificando se teria encontrado algo de diferente no movimento das nuvens que, estranhamente, permaneciam no mesmo sitio.&lt;br /&gt;Isto fazia do último banco morto uma falha de cenário, esquecido pelo mundo e pelo encenador, deixando um clima desconfortável de ignorância. Batiam as duas horas no grande relógio medieval situado no meio do jardim, como um pau atirado ao cão formado pelos bancos, quando o garoto se levantou de súbito, deixou cair o seu gelado como se este não fosse mais que um simples álibi, apontou para o céu com o olhar esgazeado e gritou para o casal no banco do lado “Papá, Mamã!!! Vi um avião, juro, passou mesmo agora um avião! Acreditam?” – isto suscitou um sorriso de aprovação por parte do casal agora menos suspeito “Sim filho, nós acreditamos em ti.”. Dito isto, a dama gorda levanta-se custosamente e encaminha-se para a Igreja que precedia o Jardim, era hora do velório de seu pai, tinha falecido no dia anterior, certamente eram bons amigos, com certeza davam-se bem…&lt;br /&gt;Rapidamente o velho Jardim encontrou-se vazio de novo, as pessoas passavam e já não sentiam a sensação desconcertante que a madrugada impusera. Era mais um dia normal e a vida seguia igual, como sempre…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110831784182514982?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110831784182514982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110831784182514982' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110831784182514982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110831784182514982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/era-uma-vez-vida.html' title='Era uma vez a vida'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110825656776733657</id><published>2005-02-12T11:49:00.000-12:00</published><updated>2005-02-12T13:02:47.773-12:00</updated><title type='text'>Uma metamorfose urbana ou Uma ode à solidão</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"are you awake?" - Lost In Translation&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estranho animal urbano, sentado dentro do autocarro, olhando a noite, bebendo as luzes da cidade, fazendo as pazes com as estrelas. Pálido e fraco, deixava as olheiras sobreporem-se à face, o que não daria por uma boa noite de sono... Enquanto ia passando pelos altos edificios, deixava-se afundar num limbo desconcertante entre o sonho e a realidade. Não devia deixar-se chegar a este ponto, estava demasiado cansado, desejava uma boa cama, sonhava com a chegada breve a um hotel razoável, sonhava com uma cama, lençois brancos e suaves como seda, uma rapariga bonita que apontava, num gesto lento, para a almofada volumosa onde descansavam dois caramelos embrulhados em papel dourado... Abre os olhos! Estava a ficar doente, a fraqueza e a má alimentação deixavam-no vulnerável à noite fria e húmida. "Desculpe... importa-se de ligar o ar-condicionado?", mal acabou a frase, arrependeu-se de não ter mencionado que gostaria de ouvir rádio, agora era tarde demais, era chato fazer dois pedidos consecutivos. O rádio acende, entre o ruído inicial e o ritual de sintonização... radiohead. A cabeça latejava, os anúncios da cidade hipnotizavam-no, marcas e slogans publicitários enchiam-lhe a vista e invadiam-lhe a alma cansada. Os sons urbanos tomavam a forma de grandes cavalos alados, as estrelas desciam a corriam pela estrada, coladas ao vidro do autocarro, a sorrirem para ele. Subitamente, o silêncio! Já não ouvia os barulhos citadinos, o rádio ou o bocejar do motorista. Deixou as pálpebras embalarem-no numa hipnose profunda... via-se de fora, como pelos olhos de outro mas... ébrio, enevoado, pouco definido. "Passem os olhos dela, quero um bis dos olhos dela!" - deu por si a dizer, numa voz demasiado grossa e arrastada... Estava-se lentamente a afastar da cidade, do carro, das caras que passavam pelo vidro, da gente despreocupada, dos habitantes da noite, dos seus cúmplices... entrava num mundo de criaturas mágicas, um universo paralelo nem mais feio nem mais belo, demasiado sorreal, suficientemente credível! As coisas começavam a encaixar-se, já nada parecia solto ou independente, a vida as cores e os sons enquadravam-se num todo, na unidade! Estava agora sentado à sua frente, observando-se enquanto entrava naquele delírio pós-urbano, naquele vôo de cavalo alado, naquela fogueira indígena, naquele anfiteatro grego, num coliseu romano... atravessava a história enquanto, calmamente, se observava a ele mesmo, que estranha divisão de corpos e de pensamentos. Enquanto um viajava sem se mexer, o outro mexia-se sem existir! O outro desaparece, em seu lugar, surge uma mulher de estatura média, feições desenhadas, olhos demasiado claros, alma demasiado bela. Ele abre os olhos raiados de vermelho, a barba por fazer, a boca seca e o cabelo despenteado, visualiza a bela fêmea que se materializava ao seu lado, apaixona-se, fecha os olhos totalmente... adormeçe... e sonha com ela!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110825656776733657?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110825656776733657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110825656776733657' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110825656776733657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110825656776733657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/uma-metamorfose-urbana-ou-uma-ode.html' title='Uma metamorfose urbana ou Uma ode à solidão'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110822833701792355</id><published>2005-02-12T04:33:00.000-12:00</published><updated>2005-02-12T05:12:17.020-12:00</updated><title type='text'>Saber-me e Saborear-te</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Confúcio disse "O que sabemos, saber que o sabemos. Aquilo que não sabemos, saber que não o sabemos: eis o verdadeiro saber". Sempre na ignorância o Homem vai tirando mais, exigindo mais, criando mais, sem nunca saber o porquê. Não é afinal, a ignorância, nociva? Talvez não, mas também não é felicidade! A verdadeira sabedoria está na simplicidade. Sábio é aquele que torna simples algo que é, por si só, complicado. Um sábio não é um génio. A sabedoria é um pertence da alma, a genialidade flui do intelecto. Um génio nasce e morre infeliz, porque nunca se compreende a ele próprio. Um sábio nunca conheceu a infelicidade, porque nunca compreendeu mais nada. Recordo a felicidade mas não me sinto feliz, recordo a dor e sinto tudo como na primeira vez. O Homem, com excepções desconcertantes, não nasceu para atingir a felicidade, mas para morrer tentando. É por me saber a mim próprio, por me entender na perfeição, que me torno mais ignorante, que vivo alheado, rodeado de nada, demasiado dentro de mim. Sou fiel para com a minha condição humana, não sou feliz! Sou fiel com o meu designio supremo, hei-de o ser! Por me sentir tão grande por dentro, sei que hei-de ser feliz e, essa felicidade, encontrá-la-ei na infelicidade. Tu és infeliz, eu preciso da tua infelicidade para que aumentes a minha, tornar-me-ei tão infeliz que viverei na felicidade. Quando nada mais me torturar, quando nada mais me fizer sangrar, torno-me Deus! Deus é felicidade e não religião. A fé torna-se necessária para a vida desde o momento em que nascemos, quem perde a fé acaba morto e esquecido; a imortalidade é o meu objectivo, não através de grandes feitos, não através de grandes choques, apenas por ser bom, apenas por ser quem sou.&lt;br /&gt;...Recordo, enquanto olho a água agitada, a cor dos teus olhos e a cor da tua pele, ajoelho-me na relva molhada, o sol bate-me na cara como um castigo, eu rezo a Deus, "oque fizemos nós?"... Preciso de me libertar dos grilhões que me responsabilizam, se Deus não esquece os meus crimes, espero que tu o faças! A brincadeira e a inocência levaram-nos a mundos mais complexos, mais estéreis e mais vagos... não soubemos lidar com ele. As crianças que somos e os monstros que havemos de ser, se mata-mos com esta idade, que terrores nos esperam horizonte? O sol que agora se abate sobre mim, a ira de Deus, as lanças viciadas, as amantes magoadas, obriga-me a viver a vida na matiné, renuncio a cidade mas sou obrigado a renunciar o dia, viverei num crepúsculo mistíco, comigo mesmo, comigo mesmo e contigo. Dizia Proust que "a felicidade é, no amor, um estado anormal", sempre fugi do comum, do ordinário. Ingénuos fomos, geração perdida, que não desafiámos nossos pais, não puxámos a vida até ao limite quando tivemos oportunidade. Será que ainda temos tempo? Matar Deus é só o primeiro passo para atingir a imortalidade, roubar a sua coroa e o seu véu é o primeiro passo para atingir-mos a demência. O mundo pertence aos loucos, ninguém são jamais será recordado, ninguém puro jamais será lembrado! Se vivo num mundo àparte, é porque este me mata. Se passo pela vida sem reparar em nada, é porque toda a minha atenção foi direccionada para ti, animal gelado, imortalidade da alma.&lt;br /&gt;... Dou mais dois passos, vejo-te a ti, respiro fumo, abro a boca, tento perceber-te, és... despareces. Vem ao meu encontro uma fada - "Deixa-te ir!"... O lobo já vai longe, imortal!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110822833701792355?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110822833701792355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110822833701792355' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110822833701792355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110822833701792355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/saber-me-e-saborear-te.html' title='Saber-me e Saborear-te'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110816894793942174</id><published>2005-02-11T11:41:00.000-12:00</published><updated>2005-02-11T12:42:27.950-12:00</updated><title type='text'>Todos os dias eu sou mais que todos os outros</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"and although there's a part of me in that guy you see, up there on that screen, I am so much more... but I eat and sleep and breathe and bleed for you... sorry to dissapoint you, but I'm real!" - William Shatner&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há, obviamente, certos aspectos da minha personalidade que eu desgosto e gostaria de ver retefícados. A essas características e ao facto de elas existirem, atribuo um desígnio bastante específico: manterem-me ocupado no que é a minha luta diária pela perfeição. A perfeição não é um conceito abstracto, não é um desejo utópico, é real e pode ser atingida, apenas nunca o foi! Quem melhor que eu para a atingir? Ninguém! Mas o problema surge em que a perfeição, tal como a felicidade, não sendo um conceito abstracto é, ainda assim, subjectivo! Como já foi supracitado, reconheço na minha personalidade alguns traços de extrema imperfeição, descoordenação e, diria mesmo, mediocridade. Pois eu não nasci para ser medícore, aliás, eu não nasci para ser um! Enquanto as outras pessoas, à excepção dos esquizofrénicos, passam a vida toda a aperfeiçoar o seu próprio carácter, eu tenho encontro a minha missão duplamente mais difícil. Porquê? Porque não é uma personalidade que eu tenho de aperfeiçoar e moldar, mas sim duas, ou até, quem sabe, mais ainda! Portanto, é assim que eu, não desconsiderando as minhas fraquezas, frustrações e handycaps, conheço-me por dentro como é impossivel ser conhecido por fora. As minhas conversas mais negras, os meus diálogos mais podres, têm lugar dentro de mim, de um eu para o outro. É assim que eu vivo a vida e é assim que fui condenado a vivê-la sempre, incompreendido e mal-interpretado. Deixo bem claro que não é agradável nem fácil viver-se assim, é até bastante desagradável e sofro alguns momentos de extremo desespero, talvez daí a origem do meu crescente desassossego. Não querendo cair no erro de deixar nas vossas mãos o meu julgamento e o meu epitáfio, resolvo deixar aqui parte das minhas memórias, dos meus problemas, do que é inequivocamente verdadeiro em mim! Aproveito este preciso momento, pela simples questão de que se trata de um momento de profunda lucidez, dos qual eu já benefício de poucos e, assim sendo, digo agora o que tenhoa  dizer, tento analisar-me de uma maneira esclarecida, límpida e relativamente precisa. Não obstante de ser chato e difícil de ler e de escrever, ainda assim insisto em deixar escrito para que, seguido à minha morte, não seja mal interpretado. Não quero ser recordado como alguém vago, incoerente e impreciso, apesar de ser exactamente isso que sou! O meu real problema é que todos os meus problemas se encontram dentro de mim e eu, em momentos de estupidez e inocência - duas das fraquezas de que falava - revelo de uma forma pouco claro, transmitindo ideias erradas relativas à minha pessoa, suscitando adjectivos como "hiperbólico", "melodramático", "Calimero", "Romeu" ou &lt;em&gt;plain&lt;/em&gt; "estúpido", não esquecendo "individualista" e todas as barbaridades deferidas a meu respeito por sabe Deus onde. Não sou megalómano, mas sei que hei-de ser grande! Não sou peneirento, mas consciencializo-me do meu enorme potencial! Mas, apesar de tudo isto, tenho a minha percentagem de frustração e de fraqueza, ainda que não muita! Não tenho medo da morte, mas não aceito o envelhecimento. Tenho medos e fobias. Pior que ser reconhecido é não o ser! - pensam voçês "isso é obvio", não é de meu interesse aquilo que voçês pensam! - Detesto que gostem de mim, que esperem coisas de mim, que me solicitem e que me abordem. Como sou demasiado fraco demais para magoar, sujeito-me a abusos constantes por parte de quem é facilmente magoável; isto causa com que, &lt;em&gt;from time to time&lt;/em&gt;, seja invadido por um desejo brutal de revolta e acabe por magoar em demasia: Isto não faz de mim mau nem bom, faz de mim incoerente e descontrolado. A verdade é que, ao não me importar com ninguém na ilusão de que ninguém se importará comigo, acabo por me "enterrar" cada vez mais na vida alheia. Acordar de manhã e perceber que existem pessoas que fazem realmente parte da minha vida é saber que existem pessoas que me têm na mão, que me manipulam e que me controlam. Para se ser livre tem de se ser individualista, seco, frio, arrogante, egoísta e, sobretudo, independente! É esta a derradeira verdade, isto é, para mim, a perfeição! É isto que eu tento incessantemente atingir na totalidade e, mesmo falhando, de dia para dia estou um passo mais perto de me tornar uno, de me tornar Deus! Não são sonhos de megalomania, são sonhos de auto-realização, são sonhos de concretização do indivíduo pelo indivíduo! Para se ser um génio literário e artístico (redundante), há que se ser um pouco falhado e frustrado! - Não tenho conhecimento de génios felizes, de génios completos ou de génios perfeitos. Mas é precisamente isso que eu quero! Quero atingir a perfeição e a imaculação do meu génio. Tal como em Rimbaud, eu sou o génio e sou o príncipe mas, neste caso, quero chegar a Rei! Tomo agora uma decisão fulcral, envergarei agora numa demanda incansável pela procura da minha perfeição, da supremacia do príncipe e da imaculação do génio. Ninguém mais terá importância na minha vida e, caso alguém continue a ter, não mais serão informados que não precisa de informação! Um conselho de alguém sábio - eu! - concentrem os vossos esforços na vossa vida micróbios, sois tão ridículos vós que vivem para falar de outros como os outros que vivem para falar de vós falando deles! Estou-me bem cagando para o mau génio que sai das vossas bocas profanas, não são dignas de escuta por um ouvido tão puro, tão perfeitamente desenhado como o meu! Acham que vou ser Rei? Enganam-se! Hei-de ser Deus! Se agora sou odiado por uns, sonho pelo dia em que serei odiado por todos! Citando Oscar Wilde: "For each enemy one obtains, one has a quality. For one to be popular, one must be a mediocrity!" - assim sendo, respeitando este grande génio, se até agora a popularidade foi algo que tentei manter longe, se a aprovação alheia foi algo a que nunca liguei, agora será algo que evitarei até à morte! A amizade é um sentimento nobre e belo, deve por isso ser mantido com apenas um ser! Não terei mais de um amigo, não terei mais de 5 bons conhecidos. Os meus segredos, como até agora, permanecerão meus. Vou ser eu, o meu-outro e alguém que tenha a chave para a minha alma. Mas, repito, os meus podres serão sempre meus, não os partilharei com terceiras, nem tãopouco com segundos! Fui longe demais com o meu envolvimento social, quero ver o mundo a arder, as pessoas a arderem, se até agora me centrei muito em mim, se até agora vivi à volta do meu umbigo, dos meus problemas e das minhas qualidades, daqui por em diante nem o mundo será digno de me ter! Sou demasiado belo, demasiado brilhante, até demais para ser reconhecido. Um reconhecimento seria mau, mas o não-reconhecimento matarme-ia! Por isso, só serei verdadeiramente reconhecido depois de morto, é esta a minha vida, é este o meu epifácio! Farei juz a todos os génios, morrerei na sombra, para renascer no fogo, sou fénix, serei Deus!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110816894793942174?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110816894793942174/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110816894793942174' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110816894793942174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110816894793942174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/todos-os-dias-eu-sou-mais-que-todos-os.html' title='Todos os dias eu sou mais que todos os outros'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110805318964400527</id><published>2005-02-10T03:37:00.000-12:00</published><updated>2005-02-10T04:33:09.643-12:00</updated><title type='text'>P.s. - Amo-te</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Todas as cartas de amor são estúpidas, se não fossem estúpidas, não seriam cartas de amor."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O amor que sinto por ti é meu e, por essa mesma razão, nem mesmo tu mo podes tirar. Um homem apaixonado deixa, no momento em que se torna apaixonado, de ser um homem! O amor rouba-nos a dignidade e o egoísmo, deixa-me a morrer à fome num canto que já não tem o meu nome, tem o teu! A minha música dissolveu.se e deu lugar à "nossa". Olho o espelho taciturno e vejo-me a mim, como nasci e como morrerei, sozinho, sem ti...&lt;br /&gt;É neste barco, no oceano e na vida que, velho e cansado, levanto o remo ao céu na esperança de encontrar algo mais... mas é só quando o coloco na água agitada e o balanço cuidadosamente que, no que era o meu reflexo e agora está afogado o remo, banlançando, te vejo a ti... Mais bonita do que no primeiro vislumbre que tive dos teus olhos, ébrios de paixão e coragem, com um sorriso que escondia tristeza, decepção e desassossego. És e sempre foste uma menina aos meus olhos, sempre mais fraca, demasiado solta. Um diamante corroído pelo tempo e pela ganância que nunca fez parte de ti. Fechaste-te numa mala com um segredo que só tu conheces. Rapariga urbana que me mostrou o campo! Sabes que, em sonhos, fizeste-me mais puro, mais comedido... Deste-me ar, deste-me luz e deste-me génio! Devo-te a ti, e a ti apenas, o meu medíocre fascinio pela simplicidade, pelas aldeias, pelo mar e pelos montes. Eu sou o rio que não vive sem o sol, que me torna mais bonito, que me aquece e me ilumina, e que rapidamente se esconde por detrás das colinas, em que espreitas, pensativa, embriagada na tua própria espontaneidade, e só por poder magoar... me magoas. Perdi anos da tua vida e com eles perdi-me a mim. Sabes o que podiamos fazer? Podíamos escolher um filme ou um livro e... e da próxima vez que nos encontrássemos, podia ser amanhã ou daqui a uns anos, sentávamo-nos naquele cafezinho baixo e... e discutíamos e comparávamos opiniões, tu dirias que era demasiado "parado", demasiado romântico... nunca poderia ser o livro da tua vida... eu baixava a cabeça e olhava-te com olhos de quem ama tudo em ti... bebia cada palavra que dissesses e, no final da tarde, voltávamos ao mundo real, tu com a tua vida e as tuas complicações, eu com o meu tédio e o meu desengano. Ambos solteiros, eu mais infeliz que tu, tu mais infeliz que todos. Não era mais fácil? A vida podia ser assim, fácil... Mas não é isso que tu queres, nem acredito que seja isso que eu quero, eu procuro a felicidade na infelicidade e tu a infelicidade na felicidade, e isso faz-nos únicos, talvez não perfeitos, talvez não feitos um para o outro, mas únicos. Quem nos pode culpar? A ti que nunca pedis-te aquilo que não dás, a mim que só desejo aquilo que não tenho para dar... Mas enfim, e em fim, isto sou só eu a ser eu, a tentar sem grande esforço, a rezar sem muita crença... &lt;br /&gt;P.s. - Amo-te.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110805318964400527?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110805318964400527/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110805318964400527' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110805318964400527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110805318964400527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/ps-amo-te.html' title='P.s. - Amo-te'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110795554488243309</id><published>2005-02-09T01:25:00.000-12:00</published><updated>2005-02-09T01:25:44.883-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/1024/olhos.2.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/400/olhos.2.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;áá"If sensuality were happiness, beasts were happier than men; but human felicity is lodged in the soul, not in the flesh." - Nada poderia estar mais longe da verdade. Desacreditei a alma no que concerne à felicidade. Quem procura o prazer e a luxúria é feliz! Aquele que pensa antes de sentir, que aplica antes de agir, aquele que troca o mal pela moral, é infeliz e é assassino. A alma é o fim, a carne é o meio! ...O lobo atravessa as chamas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110795554488243309?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110795554488243309/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110795554488243309' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110795554488243309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110795554488243309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/if-sensuality-were-happine_110795554488243309.html' title=''/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110791061438832320</id><published>2005-02-08T13:02:00.000-12:00</published><updated>2005-02-08T12:56:54.386-12:00</updated><title type='text'>Reparo por tudo o que os outros o não reparam</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Viver essa vida longe das emoções e dos pensamentos, só no pensamentos das emoções e na emoção dos pensamentos." - Bernardo Soares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O meu descontentamento, a minha tristeza tão presente, deriva - agora, que a realizo - de uma leve brisa marinha que arrasta as nuvens. Por mais alto que seja nunca chegarei ao céu, não nasci para ser grande. As nuvens são algo nunca tocado por mim, não tenho sonhos, não guardo rancores, não crio ilusões! A minha mente é absurda mas meditada! Nunca estou cansado porque nunca paro para descansar, ao invés, deixo o meu imaginário ser atacado por sabedorias de outros povos e culturas. Detesto a minha época, vivo num limbo universal, no centenário mais pobre que habita na rua suja que é o universo... Sinto um descontentamento inteligente, sou um desconcertado idiota.&lt;br /&gt;Porquê uma auto-biografia sem factos? Porque a minha vida é desprovida de qualquer interesse, não é feita de factos, é fabricada pelo sonho! O meu mundo não é físico, o meu mundo é outro. O meu mundo é a noite, é a selva, é o mar! Mas quando a electricidade fria do mundo físico me invade, me congela a imaginação e me prende o pensamento, sinto que o que conheço é o que existe; preso ao mundo real, mas sem poder fugir, porque o mundo real é tudo o que existe... não encontro aquele espaço só meu, fora do mundo! E são essas alturas que me matam, que me consomem! Estou a perder a consciência, a ensanecer. Mas sofro de uma loucura controlada, inconscientemente fácil e leviana! É algo que me ocupa quando eu quero ser ocupado. O meu lobo é o meu ser, é o meu outro! Houve um tempo em que era domado, controlado o suficiente para me tornar cruel e frio! Agora já não, voltei a ser frágil, humano e de-bem: voltei à não-existência, à ausência de prazer e de luxúria!&lt;br /&gt;A minha loucura começa a nível físico, tenho a certeza disso! Pequenas falhas e deficiências físicas que me atacam mesmo antes dela chegar, a loucura temporária!&lt;br /&gt;Viver uma vida desprovida de linearidade, é o mesmo que escrever um livro incoerente: é o mais dificil de se fazer! Levo a vida ao limite, no sentido em que tento sempre chegar mais longe, não me contento com nada do que tiro da vida, mas conformo-me com tudo o que ela me dá. Fora de mim, existe ele! Ele é culto, ele é o que fizerem dele, é frio, calculista e interesseiro e consegue fazer de toda a sua existência um meio para atingir um fim. O meu fim é o deserto, é o olho da águia, é o vento nos olhos - o meu fim é a quimera, é o pão e é o vinho, é a arte e é o drama... eu acabo onde ele começa, o meu fim sou eu!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110791061438832320?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110791061438832320/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110791061438832320' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110791061438832320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110791061438832320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/reparo-por-tudo-o-que-os-outros-o-no.html' title='Reparo por tudo o que os outros o não reparam'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110789749086185060</id><published>2005-02-08T09:18:00.000-12:00</published><updated>2005-02-08T09:18:10.860-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/1024/Dupla_personalidade.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/400/Dupla_personalidade.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Faço uma vénia, bebo um copo. A bebida escorre-me pela garganta como aço... Pergunto-me o que terão posto nos copos... Os meus poros abrem-se revelando pequenas gotas de suor... correm-me pela cara... o meu olhar foca a sua atenção na bonita fêmea que, encostada ao frio mármore da coluna, puxa o cigarro calmo e elegante. O lobo acorda! Sinto-o a puxar-me, a rasgar-me a face... começo lentamente a perder a visão, a consciência. Corro para o quarto mais próximo, longe da nublada festa e dos seus esguios esqueletos de palitó e cartola. Abro a porta, rasgo o cortinado, faço um nó, abro um laço salvador! Sento-me no cadeirão, desaperto a gravata... não suporto mais o calor, a loucura começa a cegar-me, prevejo o lobo a tomar conta de mim, a besta... sou o médico e o monstro num cenário disfarçado! Substituindo a gravata pelo laço do cortinado, passo com um lenço pela testa molhada, e abro a janela. ...Ouve-se um grito... as mulheres choram e viram a cara enquanto os heróicos maridos correm ao quarto na esperança de, por intervenção divina, conseguirem marcar a sua presença na festa com um salvamento... Não chegam a tempo, o médico morre do lado direito, enquanto a face esquerda, deformada, mostra o que parece um focinho caído e uma lágrima de sangue...&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110789749086185060?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110789749086185060/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110789749086185060' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110789749086185060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110789749086185060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/fao-uma-vnia-bebo-um-copo.html' title=''/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110771072321628655</id><published>2005-02-06T04:25:00.000-12:00</published><updated>2005-02-06T05:25:23.216-12:00</updated><title type='text'>Insólito Animal Assassino</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Whoever fights monsters should see to it that in the process he doesn't become a monster." - Friedrich Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, Beyond Good and Evil, Aphorism 146 - German philosopher (1844 - 1900)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Algo para alimentar a sua loucura enquanto, nú e camuflado, fitava os restantes homens no seu sono saudável. Os seus olhos demasiado abertos, o suor percorria as suas feições serenas de homem, ia matá-los a todos... Esperava o momento certo...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Há quanto tempo estou neste inferno? Um ano... dois? As visões começaram em Julho... sei disso! O calor... Iluminações que me despertaram para uma realidade perigosa! Descobri o Homem, sacos de vinho nojentos, planeavam matar-me, ela disse-me... ela avisou-me... Não vão levar a sua avante, sou melhor que eles! Ser altruísta é perceber que todos os outros são mais fracos, mais estúpidos... bestas inúteis, pensavam que podiam domar-me, que podiam calar-me? Vou matá-los enquanto comem, esfaqueá-los enquanto dormem, vou degolá-los enquanto rasgam as suas mulheres! Castigá-los-ei por serem hereges! Agora que não existo para eles, agora que não me vêem... a selva é o meu território! Aqui, sou Deus!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O seu corpo fino e seco encontrava-se agora com pinturas de guerra, coberto de folhas, emanava um cheiro puro a selva, a natureza e a sangue de animal. O Caçador tinha voltado! Despertara o animal dentro de si! Movimentava-se como um felino, porentre as árvores, aguardando pacientemente o momento certo, planeando exaustivamente a sua vitória. A supremacia do Caçador!&lt;br /&gt;No acampamento já tinham notado a sua presença, os homens, agora assustados, não largavam as carabinas, não dormiam, não comiam... Sempre de olhos bem abertos para o animal que há dias os observava nos limites do pequeno acampamento. Estavam nervosos, gritavam uns com os outros, esta calma punha-os doidos, porque é que a besta não atacava de vez?! Alguns deixavam o medo e a loucura levá-los ao suicidio, os mais fortes aguardavam o inevitável momento da verdade... por enquanto, limitavam-se a fitar os olhos do Caçador enquanto ele os observava calmamente, decorava os seus hábitos, as suas rotinas, estudava meticulosamente o seu estilo de vida, para o poder destruir!&lt;br /&gt;O fumo da erva e o cheiro a comida misturavam-se no centro dos descampado, as cinco tendas mal montadas estavam agora sujas e descuidadas, algo mais grave lhes tinha roubado protagonismo. O dia de hoje estava marcado com um X no calendário do caçador, chegara o momento. O homem, o animal, louco de instintos e sedento de sangue, mexia-se rapidamente pelo meio da floresta, deixando atrás dele apenas um trilho de ramos quebrados e folhas pisadas... Estava agora mais escuro, cheio de terra, pintado pelo corpo todo, em tons de verde e de preto... o homem morrera e dera lugar ao Caçador. O lenço seboso tapava-lhe a cabeça enquanto o espesso cabelo negro lhe caía sobre os olhos... corria, os seus olhos enlouquecidos não piscavam! Não precisava de armas, utilizaria as deles se necessário, cães sarnentos! Não conseguiam perceber o seu destino se este se enfiasse no seu rabo!&lt;br /&gt;Ao chegar ao acampamento, o Caçador via agora tudo sem cor, pelos olhos do lobo! Cheirava à distância as carcaças putrefactas das futuras vítimas, fedor a morte!&lt;br /&gt;Um a um, com a calma de um louco e a precisão de um génio, matou todos os homens do acampamento! Durante cerca de três dias era possivel ouvir os gritos de, pelo menos, três homens diferentes, enquanto eram torturados por um animal, por um monstro! O monstro era producto da selva, a selva era o Caçador! Durante três longos dias a besta alimentou-se da carne dos homens, enquanto limpava a selva da sua presença industrial! O triunfo da natureza sobre a razão... A noite caiu mais limpa...&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110771072321628655?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110771072321628655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110771072321628655' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110771072321628655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110771072321628655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/inslito-animal-assassino.html' title='Insólito Animal Assassino'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110763866406529158</id><published>2005-02-05T08:37:00.000-12:00</published><updated>2005-02-05T09:24:24.066-12:00</updated><title type='text'>Algo para Tudo ou A Menina-Perdida</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"we're too young to fall asleep" - Radiohead, my iron lung&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não consigo encontrar testemunhas da vida. A morte não precisa de álibis. Eterno discípulo da natureza, eterno escravo da indústria. Super-ego: tal como a &lt;em&gt;geoconda&lt;/em&gt; para DaVinci, apaixonado pelo meu reflexo em feminino. Neste tempo de mudança, nesta meia-era assassina, preciso de saber o meu propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folhas pisadas, vento rente ao chão, bac bac bac... a menina corria. Dentro de si, só ouvia a sua própria voz que, sussurando, a fazia fugir de tudo aquilo que lhe era estranho. Estava tão assustada, sentia-se tão sozinha, tão perdida, mas porquê? Como é que a menina tinha chegado ao bosque? Em que ponto do percurso tinham os cruéis pássaros comido o rasto de migalhas? A menina tentava-se recordar, mas a sua cabeça era agora tão pequena, tão frágil; não conseguia pensar direito... "Podes ter medo, é normal!" - A menina estava dívidida, não sabia em quem acreditar, se na sua cabeça agora frágil e pouco sã, se no seu corpo agora tão jovem e tão verde.&lt;br /&gt;Tudo isto tinha acontecido por uma razão. Era só devido a uma escolha feita por ela, que a menina se encontrava agora, perdida e sozinha, no meio do bosque, sentada com o seu vestidinho agora sujo, todo puxado para cima, enrolada nas folhas secas de um Outono de mudança. Chorava. As lágrimas escorriam-lhe pelas rosadas arrependidas... triste fado o seu que, agora tão perto da verdade, a tinha levado para aquele terrível vácuo, no centro, na orla da floresta... Oh! Sempre fora tão desafortunada, pobre menina, sempre tão perdida, sempre tão infeliz, tão sozinha... A morte estaria para sempre presente na sua tenra consciência, como a fuga mais provável. Não chegaria tão rápido, não tão rápido quanto a menina esperaria...&lt;br /&gt;Porquê mentir-se a si mesma? Porquê fugir de casa de seus pais, que dela eram donos e senhores, para tentar uma fuga ridícula para o bosque que sabia proibido!? Devia ter sido uma boa menina, devia ter feito segundo O Livro... a mamã tinha-lhe avisado dos castigos de quem não agia segundo O Livro! Mas o que ela gostava mesmo era de ser livre, livre para poder ser má ou boa, presa ou caçadora, a opção teria de ser sua! O sol nascia agora porentre os ramos solitários, um feixe cobria-lhe o rosto cansado, a menina sorria... já nada importava! Agora era livre, sem O Livro, sem o cinto do papá, a menina podia agora magoar-se, destruir-se! O corpo era seu, a alma era sua. Era livre para ser egoísta, para ser irritante e desrespeitadora... era livre! O seu sorriso aumentava enquanto se apercebia da dimensão da sua recém-adquirida condição. Era jovem e respirava junto dos animaizinhos selvagens, agora seus cúmplices, companheiros tímidos, invisíveis... O vestidinho carmesim, fruto do amor da mamã, era agora um castanho-terra, das flores gentilmente desenhadinhas no tecido, reconhecia-se agora apenas as suas formas vagas, como uma memória que, sabendo ser real, não queremos recordar. As lágrimas que escorriam, de tempos em tempos, pela face da menina - ao lembrar-se do cheiro da tarte que a mamã deixava, todas as manhãs, no parapeito da janela a arrefecer - serviam para a limpar de impurezas, de comodismo ou conformismo! Como dizia o bom Livro, há que ser comedido e racional, não deixar a paixão controlar o corpo e o sonho controlar a mente! A menina, sem perceber, obedecia...&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110763866406529158?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110763866406529158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110763866406529158' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110763866406529158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110763866406529158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/algo-para-tudo-ou-menina-perdida.html' title='Algo para Tudo ou A Menina-Perdida'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110756054748280250</id><published>2005-02-04T11:27:00.000-12:00</published><updated>2005-02-04T11:42:27.483-12:00</updated><title type='text'>O que Ontem era distância, Hoje é dispersão</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O santo é um homem bom a que os Deuses, por misericórdia, cegaram, para que não sofresse: cego, pode crer no bem, em si, e em deuses melhores, pois não vê, na alma que cuida própria e nas coisas incertas que o cercam, a operação irremediável do capricho dos Deuses, o julgo superior do Destino." - Revista Athena &lt;em&gt;por&lt;/em&gt; Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O preto da lente abre e fecha, enquanto algo menos claro é focado em falso-alarme. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Não tens medo?", perguntou-me ela. Fazia de conta que não ouvia, dirigi-me ao corredor morto... Que templo seria este, que nenhum Deus ousava guardar? A ligação entre os dois quartos pareceu-me demasiado ténue, demasiado íngreme, demasiado gasta... desisti!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como assim "não tenho medo"?! Era claro que tinha medo, tudo o que me fora ensinado punha-me agora frágil e demasiado cauteloso. Já não havia inconsequência que tivesse efeito sobre mim, era Ele!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Poder alargava-me as veias enquanto esburacava as paredes do corredor torturado, era Ele! Quando olhei para o lado, o soldado passou-me gentilmente o que me pareceu uma carabina... Para que raio quereria eu aquilo? Ainda hoje não descobri...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Olhei para o corredor semi-destruído por mim, por Ele, por Nós! Parecia-me mais estranho, mais familiar! Repleto de sentimentos antagónicos... Havia fumo, não havia ar, era o Paraíso... era o Inferno: Senti-me em casa!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente, o que ontem era distância, hoje é dispersão...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110756054748280250?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110756054748280250/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110756054748280250' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110756054748280250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110756054748280250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/o-que-ontem-era-distncia-hoje-disperso.html' title='O que Ontem era distância, Hoje é dispersão'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110754037613676208</id><published>2005-02-04T06:06:00.000-12:00</published><updated>2005-02-04T06:06:16.136-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/1024/Buster_Keaton.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/400/Buster_Keaton.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Buster Keaton&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110754037613676208?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110754037613676208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110754037613676208' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110754037613676208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110754037613676208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/buster-keaton.html' title=''/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110746476115094433</id><published>2005-02-03T08:32:00.000-12:00</published><updated>2005-02-03T09:06:01.150-12:00</updated><title type='text'>A Última Ilusão de um Menino-Perdido</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"...sou capaz de te mostrar a luz, e depois voltamos os dois à escuridão..." -  Jorge Palma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não reconheço dentro de mim a capacidade de desilusão. Tapo uma ilusão com outra, enquanto vivo obcecado com a força do meu olhar. Já em criança tinha dois sonhos, conhecer Deus e conhecer-me a mim... Estive sempre um passo mais perto do primeiro... A vida é o olho e é o tempo! Dou dois passos, passa um segundo, passam duas pessoas...&lt;br /&gt;Tou doente, sinto-me escuro, envolto num negrume demasiado vazio... Quem me dera ser claustrofóbico... é tudo muito amplo, este vácuo... este nada...&lt;br /&gt;As lágrimas caiem-me cá dentro, inundam-me de debilidade e deixam-me dorido... fraco! As minhas feições mudam à medida que os meus pensamentos se tornam mais difusos, mais lentos, mais sofredores... tudo é um esforço, nada é apetecido...&lt;br /&gt;Vou-me esquencendo de ti enquanto as especiarias perdem os sabores, o teu perfume perde o cheiro, já não sinto o salgado na minha lingua... já não sinto o ténue desespero da noite confusa... Perdi a capacidade de discernimento, noite ou dia? Já me é igual, indiferente...&lt;br /&gt;Já lá estive, sei como é! Transpiro uma escuridão esquecida, respiro uma luz densa, não chega. Tu és a minha cura mas eu não te vejo. Os teus olhos têm o néctar capaz de acabar com o meu sofrimento, mas tu não mos dás. Dás-me palavras, não consigo fazer nada com elas... agora já não... Estou doente, adoeci porque fermentei os meus próprios micróbios na minha infelicidade nauseabunda! Decrépido corpo em que me arrasto, fétida mente perversa e depressiva, quero voltar ao meu outro, mas o meu outro é demasiado forte, está a matar-me enquanto eu dou uma mãozinha... cúmplice... odeio-te!&lt;br /&gt;Se não me desiludo é porque sou demasiado asqueroso! A minha desilusão significaria algum descontentamento para além daquele que me é &lt;em&gt;por devir&lt;/em&gt;. Falho por não andar, rastejo por muralhas demasiado altas, subo a torres demasiado finas, se arriscar, posso cair...&lt;br /&gt;Tudo perdeu o seu sentido, tudo é uma cópia de outra coisa qualquer, não vejo o que é, vejo representações, vejo imagens! Não memorizo pessoas, memorizo fotografias. Não recordo sentimentos, recordo recordações. Não tenho nada que possa chamar de meu, tudo me foi roubado...&lt;br /&gt;São sete agora que penso bem... ou serão mais?! Não me recordo, as imagens surgem difusas, não há cronologia, onde está a cronologia?! Devia haver alguma espécie de... cronologia... Seriam sete?! Talvez um pouco mais... E hoje, perdido, sou dois...&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110746476115094433?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110746476115094433/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110746476115094433' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110746476115094433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110746476115094433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/ltima-iluso-de-um-menino-perdido.html' title='A Última Ilusão de um Menino-Perdido'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110729554222556060</id><published>2005-02-01T09:18:00.000-12:00</published><updated>2005-02-01T10:05:42.226-12:00</updated><title type='text'>I Dolor</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Simboliza também os cruzamentos dos caminhos ou os pontos cardeais, pelo que sonhar com ela pode predizer que deveremos tomar partido em diversas circunstâncias e escolher aquilo que for mais favorável para nós e para os nossos. Encontrar-se num cruzamento de caminhos augura indecisão que será superada." - Cruz &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Simbologia dos Sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sempre que acordo, desde à uns tempos para cá, invariavelmente, sinto-me invadido com uma angustía de viver, com uma sensaboria que me atrapalha os sentidos e me abafa a alegria com a sua mão suja! A vida mata-me! Acordado sou estrume, sou ranho fermentado na cabeça antagónica de uma Medusa! O laço que sai da cruz enrola-se à minha cabeça que, por sua vez, se encontra na cabeça de um parafuso, o meu corpo enrosca-se na parede... a cabeça fica de fora e os meus gritos são abafados porque a porta da despensa está fechada! Quero dormir... não quero mais noites em branco... não preciso de mais insónias, de mais tonturas... sinto-me calejado, amaldiçoado a nunca viver descansado! os "adormecidos" que outrora critiquei, são agora aqueles que eu invejo: "Quero a vossa vida imbecis! Ofereçam-me a vossa imbecilidade, a voss ignorância!!" - Pensar demais é uma maldição adjacente ao meu estado de perpétuo desconforto e desassossego. Olhar para o homem do espelho é como olhar para um quadro cubista! Tiro as roupas, enfrento o meu reflexo no espelho já sujo... Eu permaneço igual mas o outro muda, a sua boca abre-se de uma forma sorreal, um grito de tal maneira agudo que me fura os timpanos que disparam dos meus ouvidos como um balão rebentado. Volto a olhar o outro, agora surdo, e vejo uma cabeça de um papagaio mort, com um dos olhos esbugalhados... o seu bico cai em forma de cruz moldável, como sangue, como um sangue de monstro, de verme! E vem A Luz! Não tenho iris nos olhos, são brancos agora, são vácuos de eternidade e infinito... sonho com a vida eterna e com a eterna felicidade... para quê? Para permanecer numa deja vu constante de frustrações e dilacerações sentimentais?&lt;br /&gt;O assassino que me aguarda, desde pequeno, no cimo das escadas escuras, vai ter o seu momento de glória e regozijo assim que eu bater no fundo... vou cuspir o coração como um punho ensanguentado (onde é que eu já ouvi isto?)... A mente atordoada convalesce num bosque verde, mistíco, em que anciões de outrora preparam poções alquímicas capazes de nos fortalecer com a eterna juventude! Dou um passo em frente... Sou o escolhido! Os Deuses amam-Me! Citando alguém, e alguém: "Morre jovem o que os Deuses amam". Assim será se assim tiver de ser!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110729554222556060?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110729554222556060/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110729554222556060' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110729554222556060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110729554222556060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/i-dolor.html' title='I Dolor'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110728519619694885</id><published>2005-02-01T05:48:00.000-12:00</published><updated>2005-02-01T07:13:16.196-12:00</updated><title type='text'>Um Estranho Depressivo ou Um Depressivo Estranho</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Everybody wants to be happy!" - "Depressives don't. They want to be unhappy to confirm they're depressed. If they were happy they couldn't be depressed anymore. They'd have to go out into the world and live... which can be depressing."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez precisamente aquilo que tinha a fazer! Respondeu o olhar formalmente, inclinou levemente a boca em intenções de sorriso, virou a cara e seguiu em frente. Não, isto seria o que devia ter feito... Ao invés, respondeu de todas as maneiras que pôde, embaraçou-se casualmente, apaixonou-se e deixou a força de um olhar roubar-lhe a alma... e a vida!&lt;br /&gt;Ao primeiro olhar, sentiu-lhe tristeza e sentiu-se triste! Nos tempos que se seguiram tudo se tornara triste... triste seria também o seu desfecho!&lt;br /&gt;O Amor não é eterno, está até bastante longe de ser vitalicio, eu nem sequer o considero duradouro... o Amor é um estranho que passa por nós na rua, apercebemo-nos da sua presença quando a sua mala de ouro frio nos toca na mão e, quando olhamos... talvez tenha sido o homem de sobretudo e chapéu, talvez a gorda excessivamente maquilhada e a cheirar sexo... desapareu! O Amor surge numa fracção de segundo, e numa fracção de segundo se evapora! Tenta-se arranjar uma razão superior para a perda de um grande Amor, culpam-se pessoas, culpam-se sentimentos ou acções... o Amor perde-se como a chave de uma casa demasiado triste, dá-se um último beijo e, quando se olha, já lá não está! O Amor é absolutamente efémero! O Amor não é bonito, o Amor não é bom! O Amor é a maneira que Deus escolheu para nos relembrar, assiduamente, o quão insignificante e frágil é a nossa vidinha e que, com apenas um olhar, pode tornar-se dependente de outra tão frágil e estúpida entidade! E, o pior, é que o desprezamos para o poder viver. Fazemos amor enquanto puxamos uma corda envolta no pescoço. O Amor tornou-se num socialismo utópico em que a última fase é o suicidio...&lt;br /&gt;Quero que as chamas o consumam, quero vê-lo a arder enquanto as árvores cantam! Os Druidas escrevem em sangue, enquanto um punhado de folhas douradas me corta os olhos. As escadas derretem, enternecidas... as janelas observam-me enquanto os prédios caiem sobre mim... a minha mente é uma fábrica de tortura, tenho convulsões de dor... caiem-me os braços... Quero morrer! "Ouviram???" - Grito. "Eu quero morrer!!!!!" - Esclareço.&lt;br /&gt;Ele sofre, continuamente, deitado de costas para a vida. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110728519619694885?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110728519619694885/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110728519619694885' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110728519619694885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110728519619694885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/02/um-estranho-depressivo-ou-um.html' title='Um Estranho Depressivo ou Um Depressivo Estranho'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110710983438403434</id><published>2005-01-30T06:30:00.000-12:00</published><updated>2005-01-30T06:30:34.383-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Jesus Cristo e Maria Madalena - "...to be the role-model for every teenager who dramatized their unhappiness by playing at little-boy-lost."&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/1024/sem%20ttulo.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/114/3299/400/sem%20ttulo.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110710983438403434?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110710983438403434/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110710983438403434' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110710983438403434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110710983438403434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/jesus-cristo-e-maria-madalena.html' title=''/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110702368190002330</id><published>2005-01-29T04:06:00.000-12:00</published><updated>2005-01-29T06:34:41.900-12:00</updated><title type='text'>Perdido num vácuo dilacerante entre o ser e o sentir</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Nought loves another as itself, Nor venerates another so, Nor is it possible to thought a greater then itself to know: "And Father, how can I love you or any of my brothers more? I love you like the little bird that picks up crumbs around the door." - The weeping child could not be heard, The weeping parents wept in vain; They strip'd him to his little shirt, And bound him in an iron chain;..." - William Blake,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;em&gt;Little Boy Lost&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo começou com um cenário escorregadio, uma noite chuvosa, densa e penetrante... é-nos apresentada uma rua aparentemente vazia, casas juntas em fila, um gato preto no meio da estrada, com a pata dianteira levantada em jeito de quem caminha para algo, um carvalho adiantado de casa em casa e, em cima, fios que ligam um poste a outro. Como som, encaixa-se perfeitamente um sussurar leve de vozes abstractas e, sobrepondo-se a isso, o barulho do vento como lobo, como morte! Quadro pintado, carrega-se no &lt;em&gt;play&lt;/em&gt;! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longe, aproxima-se uma sombra fustiga... os contornos começam a aparecer, desenhados no chão, mais detalhados com o aparecimento faseado da amedrontada figura! Segundos passados, distinguia-se sobre o véu escuro da noite, dois olhos de fado, abertos demais, seguros de menos... Os pés esbatiam o asfalto, num correr assustado, enquanto as gotas de suor limpavam o rasto de um medo pouco lúcido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O barulho dos passos em corrida aumenta, torna-se mais constante, mais amplo... a figura tinha aumentado a velocidade, corria agora por mais do que correra em tempos, corria agora como se fosse da própria vida que tinha medo! A lua assassina aguardava, impacientemente, a chegada da cabeça... Mais uns tempos e... arf, arf, arf.... O suor cai agora em demasia! O corpo liberta mais água do que contem, o pensamento de que não aguentará mais surge na sua mente! Corre mais um pouco e, ao pousar o primeiro dedo do pé direito no frio e húmido asfalto - fumo, pela corrida, pela chuva, pela humidade... fumo! - a sombra da sua cabeça bate-me no pé e os contornos da cabeça da sua pessoa misturam-se com a forma da lua! Os seus olhos são raras safiras e a sua pele é aspera como a de um réptil... luz!!! descoberta, limpeza, paz... túnel, luzes, carros, cidades, voa agora alto... pessoas, vidas, confusão, deveres, sentimentos - amor, apaixonado... discussão (?), felicidade, infelicidade, respeito, honra, coragem.... morte!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fiquei mais um pouco a admirar a noite molhada, enquanto o corpo abandonado caia no chão num último sopro de vida... uuff... o vapor sai-lhe da boca e com ele a último esperança de reanimação... a cabeça bate na estrada, tenho um &lt;em&gt;flashback&lt;/em&gt;! Mesmo quando me preparava para virar costas... espera!...passos! Olho para o lado... era só a sombra a fugir, acusada!&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110702368190002330?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110702368190002330/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110702368190002330' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110702368190002330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110702368190002330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/perdido-num-vcuo-dilacerante-entre-o.html' title='Perdido num vácuo dilacerante entre o ser e o sentir'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110686072145877544</id><published>2005-01-27T08:14:00.000-12:00</published><updated>2005-01-27T09:18:41.460-12:00</updated><title type='text'>A derrota de um príncipe pela falha em seu castelo</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O Príncipe era o Génio. O Génio era o Príncipe." - Rimbaud, Iluminações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O Hadrian, what will now thy cold life be? What boots it to be lord of men and might? His absence o'er thy visible empery, comes like a night..." - Fernando Pessoa, English Poems&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De rosto pálido e olho falante, jazia Assírio príncipe, senhor de terras e dono do mundo, no seu leito de morte, demasiado nú para governar de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfeitamente desenhado, o jovem soberano nada sabia dos problemas do reino! Tinha-lhe sido oferecido poder eterno, sem contracto de responsabilidade, a criança crescera fria e cruel, sem conhecimento de amor ou compaixão! Deleitava-se na sua verde idade, na sua beleza inesgotável, e na fé de que tudo aquilo duraria para sempre! Qual antínoo apaixonado, Assírio príncipe tarde reconheceu, em lágrimas dadas por Morpheu, que nada do que possuía - sangue, raiva ou dinastia - era substituto de um amor velado! Amado por todos, a todos feria! O seu uso e abuso de uma estirpe demasiado óbvia para ser repreendida, caía sobre o povo ao relento, como chuva requentada sobre pão já seco... Assírio nada sabia da arte de amar, e na cama, delirando com a sua própria beleza, fazia amor consigo mesmo, entediando o objecto que se estendia sobre ele à procura de luxúria!&lt;br /&gt;Ao adormecer, Assírio sonhava mortes, violações e brilhantes conquistas, em tons de escarlate e carmesim, devorava os seus opositores em pequenas e detalhadas dentadas...&lt;br /&gt;Se, &lt;em&gt;porventura&lt;/em&gt;, acordava bem disposto, a pálida criança arrancava pelas aldeias em redor, extasiando-se com a destruição de casas de familia, roubando e pilhando qual corsário d'escrupulado! De primavera em primavera, ao passar pela idade como um espirito pelo fogo, o jovem não envelhecia... e, ainda por mais, a sua incrível beleza era proporcional à sua rejuvenescida tirania!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em longas e esvoaçantes quimeras de embriaguez, o eterno príncipe era benevolente para tudo e para todos, não deixando ninguém em falta, prestando serviço a todo os que estariam dispostos a morrer por si&lt;/em&gt; - Assírio ria-se ao acordar dos seus sonhos... Desnudo, enrolado em lençóis de veludo púrpura, o depravado tocava-se a pensar em vastos genocídios... Queria degolar as classes sociais uma a uma, ver o seu sangue azul turquesa brotar de suas gargantas e descer pela rua suja em direcção à sargeta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As Catedrais desciam sobre a sua cabeça... as ruas estreitas fechavam-se à sua passagem, deixando o sabor claustrofóbico do ar embriagado... O chão sujo abria-se a seus pés e a criança indefesa caía num ermo demasiado ôco para o ser... Chovia-lhe cerveja na cabeça e rasgos de luz invadiam a sua jovem cabeça decapitada... Pa pa Satan, pa pa Satan aléph... A primeira porta do inferno, forçada por Cristo contra a resistência dos demónios, abriu-se sobre ele e sobre ele as palavras " A Judeia abrir-se-á a teus pés, e Belzebu comer-te-á a alma!" ecoavam em desespero...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O fim do sonho! Assírio suado, acorda de rompante! Os seus olhos tremem de pavor, enquanto a sua cabeça molhada palpita quase tão fortemente como o seu coração...&lt;br /&gt;Levantado, nú como David, olha-se ao espelho com um olhar doentio.... o espelho começa a diluir-se em àgua metálica, num barulho insurdecedor... Assírio dispara em direcção ao espelho num grito medonho, com os pés banhados na água metálica, atira o espelho ao chão e este permanece intacto por uns segundos... .... .... BRAK! Os estilhaços resvalam no mármore corpo de Assírio. Subitamente calmo, o jovem dirige-se para o seu ensopado leito adormecido, deita-se, e muda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Assírio príncipe vê-se de fora - capacidade extra-sensorial - sentado na cama, enquanto transforma a sua imagem... consegue vêr agora tudo o que não é inteligivel, considera agora que o intelecto pode ser intuído! A sensibilidade deixou de ser sensorial, Assírio vê agora o mundo e conhece-o quase &lt;em&gt;sobrentendido&lt;/em&gt;! Consegue agora ver-se a si mesmo, de fora, perfeitamente: cada momento, cada reflexão, cada estado de espírito, cada expressão! Tudo se revela em silhuetas douradas e quimeras palpáveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assíro levanta-se, está encostado à porta a ver-se levantar. Agarra numa das suas obsoletas amantes, observa atentamente cada movimento do seu corpo perfeito, e com um punhal feito de pecado, esventra-a em movimentos grotescos enquanto a fêmea se espalha carnalmente pela sala.... Assírio observa-se a fazer tudo isto, deixa-se "extasiar pela destruição, rejuvenescer na crueldade!"....&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110686072145877544?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110686072145877544/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110686072145877544' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110686072145877544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110686072145877544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/derrota-de-um-prncipe-pela-falha-em.html' title='A derrota de um príncipe pela falha em seu castelo'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110668332686340949</id><published>2005-01-25T07:23:00.000-12:00</published><updated>2005-01-25T08:02:06.863-12:00</updated><title type='text'>Um mapa feito de sangue no braço direito de Cristo</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"I'm God's lonely man..." - Travis Bickle &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Taxi Driver&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fogo mente! A fogueira agita-se para que todos dancem à sua volta! Vivo num mundo de interesses ocasionais, onde nada é aquilo que parece e o sentimento é uma estátua de rua esquecida pelos anos e pelo musgo. Orfão de uma praia poluida e de uma alma esquecida... Sinto-me como um mártir que caminha, descalço, por uma estrada de terra em que cada grão de areia pisada são vinte golpes de faca Shakespear'ianos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Voltei à época medieval, à era das trevas... sou um nouveau nobre, com poucas preocupações, que divide as suas tarefas entre o pão, o vinho e as mulheres! ...merda de ideia... tenho tanto de nobre como de parvo. O ódio cresce à medida que as bolhas, dentro de um copo de vinho aquecido à lareira, rebentam continuamente, como um aviso de que algo tem que mudar. O tão afamado cliché de querer deitar tudo ao mar e começar de novo.... Ilusões que um mendigo cria para se tornar menos homem... ou Homem... whatever...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma boa acção não pode ser feita com vista à felicidade, tem que ser feita de boa vontade pura e inocente, já afirmava o bom Immanuel... mas nós temos a consciência que se a fizermos a felicidade virá ao nosso encontro! É possivel efectuar um meio (que pressupõe um fim; fim esse que nós sabe-mos existir) sem ter em vista o fim?! Que ideia estupidamente absurda, e que fácil que é teorizar sobre um "hipoteticamente deveria ser" em vez de um "é!"... Que necessidade claustrofóbica de criticar alguma coisa, os pensamentos nascem frescos como fetos num campo de concentração! Merda de imagem! MERDA, MERDA, MERDA, MERDA!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Preciso de saber que estou aqui para um fim maior! A única maneira de continuar a percorrer este "meio" agoniante que é a vida, é se souber que o meu fim reside em ti... és tu que eu preciso para não ser invadido por rebentos homicidas, filhos de um qualquer agricultor fanático que nunca se renderá ao poder da indústria!!! Façam bom proveito da vossa vida pura e demagoga, seus hipócritas nojentos! Deviam morrer entalados numa máquina fabril, destinada à primeira parte na fabricação de testiculos ásperos e vazios!!!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O silêncio está a pôr-me louco e continuo a banhar-me na minha pseudo-loucura com prazer! Estou a arrastar-me por um caminho demasiado perigoso em que eu sou dois! A única verdade de mim puxada é pela folha, ou pela tecla, ou pela rolha!!!!!! Sou uma mentira arrogante com uma gota de verdade feminina que me entra pela pele e me sacia a sede de suor... Faz de mim alguma coisa!!! Deus abandonou-me mas cede aos meus caprichos de menino-perdido e embirrante... No fundo Ele é meu pai, decerto só quer o meu melhor... pena tê-lo morto aos 13 anos! Comecei cedo demais a destruir os meus sonhos, e agora estou aqui, a vomitar escárnio literário que me sai directamente do meu figado doente! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Continuo à espera que o espectro infimo de verdade, que reside dentro de mim, se personifique numa relação e me faça um pouco de companhia num eremitismo calmo, sobre uma ponte, num rio agitado... Abro a boca... só sai fumo...&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110668332686340949?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110668332686340949/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110668332686340949' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110668332686340949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110668332686340949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/um-mapa-feito-de-sangue-no-brao.html' title='Um mapa feito de sangue no braço direito de Cristo'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110660678525906769</id><published>2005-01-24T09:39:00.000-12:00</published><updated>2005-01-24T10:46:25.260-12:00</updated><title type='text'>Pintar de nada algo que nunca foi</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"and so it is, just like you said it would be... life goes easy on me, most of the times... can't take my eyes off you!" - Damien Rice, The Blower's Daughter&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Faço de conta que não vivo e continuo em coma acordado até alguém me acordar. Passo num passo passivo pela minha rotina entediante, enquanto durmo sobre um mundo um bocadinho mais activo... Tento desenhar pequenas falhas simétricas nas caras de um estranho, ou interpretar informações da forma mais estúpida, bonita e improvável que consiga inventar. A utilização da imaginação excessiva com um bom propósito, não é oficialmente considerado estupidez... pois não?! Bem, mesmo que seja, já me chamaram coisas piores!&lt;br /&gt;...Todos os dias, à mesma hora, sem excepção, sento-me na terceira mesa a contar do fundo, peço um café - empregando o termo correcto do presente "Quero um café!", e não "Queria um café!", visto que há tanta coisa que eu "quereria se...", mas nada que eu "queria" mas já não "quero"... sou uma pessoa bastante coerente nos meu desejos - à empregada flácida e ociosa, que emana um cheiro demasiado putrefacto para ser descrito por nada menos que um génio, que me responde em tom acusador "Sim...sei! O costume...urgh!". Ainda sentado na mesa de sombra enternecida, abro a boca num bocejar pouco preocupado, e divirto-me a imaginar como seria se tudo aquilo não fosse o que é! Que fadiga de tudo e que fastio de algo mais... e a gorda nojenta continua a rodar a manivela enquanto brinda, café a café, tudo com o seu cuspo petilento!&lt;br /&gt;...Quando dei por mim, estava no que pretendia parecer uma televisão, a sofrer de claustrofobia entre dois vidros que me bombardeavam com imagens sucessivas de torturas e violações! Contorcia-me de dor enquanto tentava desesperadamente desligar o o chip cerebral que me punha naquele sitio... ARGH! Caí num mar de doentios girassóis que viravam o seu olho observador para dentro de mim, e me faziam cair em transe profundo enquanto tinha sexo com um infinito de mulheres de toda a espécie e feitio - menos a vaca da gorda do café! -... isto durou até eu acordar no meio da praia, com o sol a baterme no peito e a areia a brincar gentilmente com o meu cabelo, enrijecido pelo sal da água...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110660678525906769?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110660678525906769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110660678525906769' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110660678525906769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110660678525906769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/pintar-de-nada-algo-que-nunca-foi.html' title='Pintar de nada algo que nunca foi'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110634812238692257</id><published>2005-01-21T10:01:00.000-12:00</published><updated>2005-01-21T10:55:22.386-12:00</updated><title type='text'>Amor à distância de um olhar</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"if you believe in love at first sight... you never stop looking!" - Closer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O filme parou! Em todo o seu ser, não havia um único defeito que pudesse ser apontado. Ela surgiu-lhe como uma visão, uma pequena faixa de luz eterna que lhe sussurava uma felicidade por ele perdida. Era agora impossivel a mera sugestão de uma vida sem ela. Foi como uma epifania, ela desceu à terra como um anjo envolto em pequenas estrelas doiradas. No breve segundo que demorou, o seu amor por ela, cresceu em dimensões para além do compreendimento humano. Não existia nada para além dela - mesmo estando cercada de objectos e pessoas, estes agora desvaneciam-se em melancólicos tons púrpura finos como seda... Saboreando o estranho demorar daquele momento que parecia arrastar-se pela sua alma e deixá-lo com a estranha sensação de uma bebedeira sentimental, ele conseguia, a pouco e pouco, fazer desaparecer todos os elementos secundários que a rodeavam e fazer dela uma visão de perfeição, num momento estagnado, no meio de uma multidão de variadas cores e sabores. Depois do choque embasbacado que significou a primeira impressão, seguiu-se um sentimento de asfixia e mal-estar que só despertava nele um doentio desejo de morte! Enquanto a sua pupila dilatada se esforçava por diminuir uma íris apaixonada, uma lágrima em jeito de caramelo escorre-lhe pela face direita, enquanto vislumbra cada linha perfeitamente desenhada na sua nuvem de pele macia e pálida, como imaginamos a de um anjo! De súbito, a coita amorosa torna-se mais densa, e com ela o desejo de morder carnudamente os seus lábios escarlate, que surgiam como uma mancha de sangue numa toalha de fina seda branca. Podia possui-la ali mesmo, no decorrer daquele segundo interminável em que o filme não avança, e a sua imagem surge acima de todas na rua movimentada. Conseguia saborear cada gota do seu suor salgado, enquanto estas escorriam poeticamente por um pescoço demasiado fino para ser comum. Rapidamente, o momento acaba... o filme continua a rodar... ela desaparece de vez! A câmera afasta-se discretamente do ecrã em que ela esteve em tempos ilustrada, e vira-se para o que era uma plateia em anfiteatro totalmente cheia... o &lt;em&gt;zoom &lt;/em&gt;aumenta em direcção ao 4º lugar da 3ªfila e mostra, cada vez com mais pormenor, o que aparenta ser um rapaz nos seus 18 anos, com a cabeça inclinada para a frente, os olhos cerrados num sono eterno, e os braços caídos em jeito de derrota! A última imagem situa-se aos pés do rapaz, em que uma lâmina de barbear enferrujada se delicia numa poça de sangue que verte dos pulsos dele... Ele matou-se e o filme contínua a rodar...&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110634812238692257?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110634812238692257/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110634812238692257' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110634812238692257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110634812238692257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/amor-distncia-de-um-olhar.html' title='Amor à distância de um olhar'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110625400553776087</id><published>2005-01-20T07:36:00.000-12:00</published><updated>2005-01-20T08:46:45.540-12:00</updated><title type='text'>A imperceptível leveza do sentir</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Há porcos que repugnam a sua própria porcaria, mas não se afastam dela, por aquele mesmo extremo de um sentimento, pelo qual o apavorado se não afasta do perigo. (...) São aves fascinadas pela ausência de serpente; moscas que pairam nos troncos sem ver nada, até chegarem ao alcance viscoso da língua do camaleão." - Bernardo Soares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Encosto-me à pálida parede silenciosa e percebo - talvez sempre o soubesse - que ignoro todo e qualquer sentimento que exista fora dos limites do meu ser. Ultrapassa-me por completo toda e qualquer forma de amar que não seja o meu tão propositado egotismo! Se a vida fosse um gigantesco museu, eu seria o homem de sobretudo fúnebre e monóculo pensativo que, durante as horas do tempo, observa cuidadosamente quadro a quadro com um ar entendedor e, subitamente, encolhe os ombros e resmunga algo como "Bah! Artistas... quem os percebe?!". Dou por mim a elaborar complicados gráficos de como a mente de uma determinada pessoa funcionaria se, por algum motivo que me transcende, o ser-humano realmente pensasse esquematicamente... não pensa! Os sentimentos e as percepções de um determinado objecto estão em constante mutação e, talvez por isso, me seja totalmente impossível ser mais alguém a não ser eu, e o meu outro!&lt;br /&gt;Enquanto sou brutalmente espancado pela minha própria ignorância, por vezes, penso que, muito provavelmente, não é suposto ninguém entender os sentimentos alheios aos seus! Talvez isto não seja um handycap exclusivamente meu, talvez seja uma qualquer incapacidade metafísica! Mas logo me apercebo que não será bem assim, visto que nem toda a gente é tão genuinamente ingénua como eu! Eu sou a estúpida mosca apanhada na teia duma aranha demasiado sedutora, e na qual permaneço até ser devorado por completo. As lágrimas limpam-me a cara à medida que reconheço o meu lugar &lt;em&gt;por devir.&lt;/em&gt; Sou vitima da minha própria ignorância, a minha liberdade é condicionada pelo meu próprio masoquismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAAMM, VUKK, ZATFF, AHZAM!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro os olhos, finalmente livre! Há quanto tempo estou dentro deste fétido apartamento, de soalho frio e aroma abafado a alcool e ervas? Talvez há uma semana... ou será um mês?! Levanto-me e sinto-me revoltado pela imundice em que me deixei chafurdar física e psicologicamente. Bem, pelo menos agora posso voltar a exercer controlo sobre este corpo mal aproveitado. Talvez comece por voltar à raiz do mal, talvez volte a ficar por cima de todas as mesas! Olho à minha volta... encontro um espelho de pé, com um ar velho e ensanguentado... vejo o meu reflexo e, com um soco seco, parto o espelho e com ele a última ilusão! Ergo o braço calejado, simbolo de trabalho árduo e sacrificio, dobro o cotovelo e fecho o punho como sinal de força renascida! As cinzas voaram para não mais voltar e a fénix de tons sangrentos ergueu-se de novo! O outro, por um breve instante, decidiu-se pelo fim. Mas uma persuasiva químera de gasificadas injecções de dor, oferecida por mim, rapidamente dissuadiu o pobre verme. Não será o fim, o fim é para os fracos! Citando, provavelmente, alguém cuja palavra valerá mais que a minha: &lt;em&gt;Nothing's over untill the fat-lady sings!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110625400553776087?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110625400553776087/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110625400553776087' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110625400553776087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110625400553776087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/imperceptvel-leveza-do-sentir.html' title='A imperceptível leveza do sentir'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110598149309198170</id><published>2005-01-17T02:15:00.000-12:00</published><updated>2005-01-17T05:04:53.090-12:00</updated><title type='text'>De quando o Padre fica cego e recebe uma visita inesperada</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, mas sim por aquelas que permitem a maldade" - Einstein&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já o dia suspendia a sua luz, quando o velho padre pecador descansava a branca cabeça por cima da sua adormecida mesa de trabalho. Era tarde demais para um pobre diabo de idade já avançada, com sal a mais no fígado e sono a menos na cama, estar ainda embrenhado no Santo-Ofício. Ainda mais neste triste dia que, ao contrário do afraseado cliché, seria o último dia do resto da sua vida. Mas, vejam lá o triste pateta que, mesmo sabendo perfeitamente o horrendo fado que o esperava, não largava a velha escrevaninha que, com o tempo, se tornava cada vez mais parecida com uma tela de natureza morta. Mesmo estando perfeitamente consciente do que se ia suceder dentro de pouco tempo, o avermelhado padre desconhecia, para sua própria tortura, o "quando" e o "como" da chegada da mística portadora do sossego. Secalhar devia deixar-me de trabalhos e descansar a cabeça entre as almofadas - pensou o velho hipócrita - de qualquer forma não deve faltar muito tempo para que o sossego me visite. Mal terminou a frase pensada, o padre sentiu um calafrio que mais tarde descreveria como "um rasgo de lucidez numa vida de cinismo", olhou o pequeno vitral situado na ala esquerda da capela, que ilustrava um anjo de feições grosseiras sendo expulso do paraíso, a luz vinda de fora disparou-lhe sobre os olhos e ele cegou!&lt;br /&gt;Ao viver toda a sua vida para os outros, o padre renegou a sua própria felicidade. É apenas no egoísmo que o ser-humano descobre o altruísmo! Apenas centrado na sua própria felicidade, o Homem é capaz de ajudar os outros. O Padre falhou toda uma vida, nos poucos segundos que demorou a perder a visão, apercebeu-se que nenhum dos príncipios que lhe tinham sido transmitidos faziam sentido. Ao pregar algo em que nunca acreditou, o ancião deixou-se vencer pelos seus demónios interiores e foi amaldiçoado com a vida eterna... A tão aguardada visita nunca veio, e o velho nunca recuperou a sua visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110598149309198170?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110598149309198170/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110598149309198170' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110598149309198170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110598149309198170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/de-quando-o-padre-fica-cego-e-recebe.html' title='De quando o Padre fica cego e recebe uma visita inesperada'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110589197481415803</id><published>2005-01-16T03:28:00.000-12:00</published><updated>2005-01-16T04:12:54.813-12:00</updated><title type='text'>A beatificação das ondas sobre a alma</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"como é bom estar sozinho nesse mar que Deus me deu; onde eu penso em tudo e nada, onde eu sou apenas eu; onde eu sou eu e a água, onde as ondas se levantam; onde eu deito as minhas mágoas, onde as águas cantam" - Gabriel o Pensador &lt;em&gt;in &lt;/em&gt;Diário Noturno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente cheguei à praia, quando enterrei, pela primeira vez em muito tempo, o meu pé desabituado na areia quente, senti-me purificado. Fechei os olhos e emiti, de boca aberta, um som que me banhava de prazer. Procurei-me pela vasta praia ainda deserta, e acabei por me encontrar sentado à beira-mar, saboreando o som do desafio que as ondas, agora fortes devido ao vento, me propunham inocentemente. Hoje sinto-me eu! Quando um sentimento de saudade de tudo aquilo que eu não conheci me refrescou, invadiram-me a memória vidas de outras gentes de outros mundos, agora tão próximos do meu. Pelos olhos de um velho Indio xamane, observei calmamente o delirio da visão-infinita, banhei-me no mar revolto e, com a palma da mão, apaziguei-o como uma fera que só precisa de um pouco de companhia. Saí do transe auto-inflingido e voltei a ser eu, a praia, o mar, a brisa e a eterna felicidade. Desta vez abandonei o doentio azul da noite pelo calmo azul do mar. Pensei que, nesta sociedade ignorante, talvez fosse possivel um regresso ao lado primitivo e animal do Homem, voltar a despertar o nosso lobo-interior, e mergulhar na pacificação em que o mar nos embrulha. Irritou-me o meu passo calmo, livrei-me da roupa, as correntes da sociedade, e corri livremente em direcção ao calor que emanava o mar gelado. Não parei para reflectir sobre questões filosóficas ou para apreciar a santa-vista, mergulhei de imediato, sem pensamentos, sem reflexões, no mar! O mar, o mar... a repetição sucessiva desta palavra faz-me sentir pleno, completo de religião, de fé, de amor, de sexo! Dar um violento mergulho sobre as ondas sorridentes, assemelha-se em tudo, a fazer amor com uma mulher! A liberdade, a substituição do pensar pelos sentidos, o prazer, a calma, o amor que parece eterno... O peixe deve ser o animal com a melhor vida sexual de todos os tempos! Foi no mar que tudo começou! O Mundo perdeu a virgindade quando lançou Deus ao mar. Não com intenções de o afogar, claro está, mas de o banhar na mais &lt;em&gt;dionisia &lt;/em&gt;das sensações. Deus permanece lá, desfrutando do melhor que a Mãe-Terra nos oferece, com todo o seu amor, beatifica os seus filhos com o eterno prazer da vida. Para rezar, e as minhas preces serem ouvidas, cuspo à porta das igrejas e viro-me para o mar, é lá que entro em comunicação divina com a força que me motiva e me satisfaz! Quero o sol quente a queimar-me a pele, para que venha o mar e a cure. O Inverno é a maneira que Deus tem de nos castigar por sermos egoístas. O mar é uma lição de humildade!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110589197481415803?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110589197481415803/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110589197481415803' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110589197481415803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110589197481415803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/beatificao-das-ondas-sobre-alma.html' title='A beatificação das ondas sobre a alma'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110580458959603773</id><published>2005-01-15T03:53:00.000-12:00</published><updated>2005-01-15T03:56:29.603-12:00</updated><title type='text'>Tudo é estranho numa aurora em desconcertantes tons de azul</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"strange days have found us (...) as we run from the day to a strange night of stone" - The Doors, Strange Days&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite caiu pesada e assim me sentia eu... abafado por um estranho sentimento de não-realidade. Ainda dentro do carro, olhava lá para fora e tentava distinguir as formas que a pérfida chuva distorcia de propósito. Sentia-me estranho... não era apenas aquele sentimento comum de que algo não estava onde seria de esperar que estivesse... não era só isso! Sentia aguçadamente que esta não era a realidade que eu tinha deixado apenas umas horas antes, tudo me era sensivel de uma forma diferente. Cansado demais para procurar uma resposta e desperto o suficiente para tudo me preocupar, abri a porta do carro no que me pareceu uma imagem nitidamente cinematográfica... pensei que, se alguém agora me tivesse filmado, isto resultaria num brilhante momento para a história da 7ªarte. Procurei ignorar as inquietações que me espancavam o cérebro e me torturavam a alma, como pequenos duendes de calendário que desejam, acima de tudo, o sofrimento alheio! Caminhei, num passo calmo e pensativo, por um chão que me pareceu demasiado àspero, demasiado sorreal... não havia dúvidas de que o meu imaginário tinha levado a sua avante: sentia-me agora totalmente embebido em decadência imaginando que, dentro de poucos minutos, me encontraria numa outra rua que não a minha, entraria para uma casa que me era familiarmente desconhecida e que, ao bater o primeiro degrau das escadas, alguém me esperaria no topo com um olho numa mão e uma faca na outra! Tentei sair da minha alma contaminada e concentrar-me no vento que me batia violentamente na face, e que eu viria mais tarde recordar como severas repreensões de vida, agudas bofetadas de castigo! "Porque é que a noite está azul?" - dei por mim a pensar... ou será que disse alto?! É provável... - sentia-me verdadeiramente intrigado pelo tom azulado que aquele fim de noite me obrigava a engolir depois de cheio! Era um azul quente, um tom homicida e ameaçador que entrava pelos olhos e se alojava na cabeça, deixando-me uma névoa de pensamentos azul-nublado... Fui invadido por uma paranóia pós-sonho em que todas as sombras que repousavam no chão ainda húmido, se tranformavam para mim em assassínos de faca e terço! Não era de admirar, afinal de contas, este é o seu tempo! Os dias e noites estranhos que tenho experienciado continuamente, parecem-me agora uma mancha de negra tinta sobre uma químera já esquecida... Acabaram os tempos de sol e harmonia, a solidão e a decadência apoderaram-se de tudo e a noite não me deixará escapar ileso... Imagino a noite como a grande inquisidora, que nos atormenta e nos tortura por todos os pensamentos sujos e imorais que, inevitavelmente, chegam à minha mente e fazem da minha alma comida para ratos. Os mistérios de uma terra pouco fértil, que abriga apenas ruínas e almas desamparadas. Vivo agora num purgatório demasiado perto do inferno. Temo que a luz não venha a tempo.... penso que talvez seja tarde demais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110580458959603773?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110580458959603773/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110580458959603773' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110580458959603773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110580458959603773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/tudo-estranho-numa-aurora-em_15.html' title='Tudo é estranho numa aurora em desconcertantes tons de azul'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110572962635642810</id><published>2005-01-14T06:19:00.000-12:00</published><updated>2005-01-14T07:07:06.356-12:00</updated><title type='text'>A desconfortável história da estupidez de quem vive sobre o sentimento</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo..." - Alberto Caeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Revela-me a tua identidade, se puderes... Abre-te para mim e eu guardarei a tua alma no fundo da minha... Nada que eu possa esconder de alguém, esconderei de ti!"&lt;br /&gt;Estas foram, sem sombra de dúvida, as mais reconfortantes e carinhosas palavras que eu já ouvi na minha obsoleta e paradigmática existência. Elas surgiram como o começo de tudo! Um novo ponto de partida! Aquele micro-momento de serena paixão em que a felicidade me pareceu possivel! Questiono-me sobre o grau da minha estupidez... Ao acreditar nestas poucas palavras sentidas, inocentemente, encarnei a mais estúpida das personagens Bíblicas e trinquei a puta da maçã!&lt;br /&gt;Bem... a verdade é que, no fim!, fui eu que sofri a penitência por ser idiota! Acordei para o mundo e vislumbrei uma pequena e estranha criatura mitológica que, sentada no meu ombro, me susurrou, Mas tu podias ser mais ridículo?, e num abrir de asas cheio de escárnio e desprezo, evaporou-se em direcção a outro ermo idêntico ao em que me encontro. Pois é! Tinha-me esquecido de referir! Como se não fosse suficiente humilhação ter-me apaixonado, ainda me larga num ermo putrefacto, cheio de cadáveres de gente que, imagino, os abútres terão comido sem espaço para vergonha! Pois implorovos! criaturas de um submundo fétido e mesquinho, comam-me a mim também! Comam o meu sofrimento e a minha vergonha! Tirem-me deste abismo feito de espelhos, em que me colocaram para que, para toda a eternidade, seja obrigado a olhar o resultado do meu próprio descuido... não! descuido não! estupidez!&lt;br /&gt;De nada me serve invocar animais da noite, virão a seu belo prazer. Quando a fome amiga os esfaquear por trás, eles renderse-ão à maldição que sobre eles foi lançada antes do começo de tudo! Sinto-me sujo... sinto-me como uma criança envergonhada depois de ter sido feita protagonista de uma qualquer brutal violação... a lama que foi sobre mim lançada, transformou-se agora na sólida saliva que escorre, com pressa, pela boca de um &lt;em&gt;Cerebro&lt;/em&gt; abandonado, por um &lt;em&gt;Hades &lt;/em&gt;apaixonado! Óh, como eu era apaixonado... como o fui toda a vida... Vivi o amor de uma forma saudável, sem obcessões, sem exageros... nunca me considerei um romântico por natureza, apenas aprendi a amar tudo aquilo que me rodeia, sem de nada exigir amor em troca! Até ela chegar! Ela, com a sua pálida aura angelical, rasgou a fina seda da minha alma e partiu em dores escarlate, o meu sexo acordado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Após esta meia-eternidade, passada neste ermo desalmado, confesso que já estive pior... Como &lt;em&gt;Narciso &lt;/em&gt;aprendi a amar o meu reflexo... Tive de encontrar algo para amar, e nunca antes tinha reparado na fenomenal beleza de que sou dotado! Áh... e esqueci-me de mencionar... Ela voltou!!! Voltou para mim!!! Será possivel?! Chegou no preciso momento em que a lua cobre o sol, deitou-se ao meu lado e aprendeu a amar-me tanto quanto eu me amo a mim próprio... Visto agora, Ela não me fez assim tão mal, e agora faz-me bem! A solução residia apenas na necessidade que eu tinha, não de amar tudo à minha volta, mas de amar o "porquê" de tudo à volta existir: Eu!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110572962635642810?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110572962635642810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110572962635642810' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110572962635642810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110572962635642810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/desconfortvel-histria-da-estupidez-de.html' title='A desconfortável história da estupidez de quem vive sobre o sentimento'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110563261323328579</id><published>2005-01-13T03:23:00.000-12:00</published><updated>2005-01-13T04:10:13.233-12:00</updated><title type='text'>Um suicídio involuntário numa prisão de barreiras inexistentes</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"É tão difícil descrever o que se sente quando se sente que realmente se existe, e que a alma é uma entidade real, que não sei quais são as palavras humanas com que possa defini-lo. Não sei se estou com febre, como sinto, se deixei de ter a febre de ser dormidor da vida." - Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Encontro-me num estabelecimento prisional que se assemelha, na sua totalidade, ao mundo exterior ao mesmo. A minha cela tem por limites os mesmos limites que o meu corpo reclama como seus, o que não me é permitido fazer dentro deste corpo inútil é precisamente o mesmo que me sufoca nesta cela, em que as grades são os meus olhos e a cama (se é que se pode chamar "cama" a este objecto de formas estranhas que me fita desesperadamente, como se de mim quisesse algo mais que simples companhia) é a minha alma!&lt;br /&gt;A pena que me foi atribuída, por um certo Juíz rancoroso, tenho agora a certeza ser a mais justa! Com o decorrer dos anos aprendi a conformar-me. Mesmo desconhecendo o príncipio legal que me empurrou para dentro desta cela inútil e imoral, suponho que o meu suposto crime tenha sido o mais brutal e desumano alguma vez citado em grandes reuniões legislativas. Mais que isso, eu preciso de acreditar! que, o que fiz para merecer este castigo perpétuo, tenha deixado marcas morais no mundo e tenha causado muitas lágrimas cuspidas casualmente e muitas exclamações de horror que, ainda hoje, pairem no ar como corvos em busca de algum pedaço de carne que dê continuidade à sua leviana existência!&lt;br /&gt;Nesta cela em que me arrasto não existe lugar para o pensamento! O silêncio morre sempre que o guarda se aproxima no seu passo calmo, mas decidido, e me aperta num olhar claustrofóbico. Sou rei neste mundo criado pelo desespero de um estado de alma aprisionado. Nada me demove, nem a culpa, nem a revolta! Sou e serei um eterno conformado! Vejo-me e revejo-me nas faces dos guardas que me controlam e que, estranhamente, fazem parte de mim.&lt;br /&gt;Peco por nunca ter tentado a fuga. Desmotivei-me de viver e agradeço o pão rançoso que me atiram por debaixo das grades. Sinto-me um cão com fome de vida, com fome de não ser quem sou, por quem sou! Encosto-me ao único canto da cela que a luz consegue ver e aproveito o calor que retiro da sentença dada por mim! Matei Deus e fui preso por isso, fi-lo renascer e por isso me espancaram. Sou cego, surdo e mudo no império dos sentidos, nada peço e tudo agradeço... tremo de nojo ao pensar naquilo que me tornei... mais um preso sem nada lá fora que me faça tentar a fuga!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110563261323328579?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110563261323328579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110563261323328579' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110563261323328579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110563261323328579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/um-suicdio-involuntrio-numa-priso-de.html' title='Um suicídio involuntário numa prisão de barreiras inexistentes'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110547331120986454</id><published>2005-01-11T06:49:00.000-12:00</published><updated>2005-01-11T07:55:11.210-12:00</updated><title type='text'>Uma realidade mutável num estado de alma absoluto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Reality is merely an illusion, although a very persistent one." - Albert Einstein&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"I never paint dreams or nightmares, I paint my own reality!" - Frida Kahlo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Encarar o Homem como uma parte de um todo, é conceder-lhe o direito à ignorância.&lt;br /&gt;Só aceitando o nosso passado como percursor do nosso futuro, nos damos a nós próprios a oportunidade de ser felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todas as decisões importantes, esta veio ao meu encontro durante o sono. Abri os olhos e ali estava ele! Fingia repousar num limbo acinzentado, com os olhos semicerrados, como um predador que aguarda pacientemente o despertar da presa para que lhe saiba melhor a caçada! Não me atingiu de surpresa, o facto de me ver diante da imponente criatura nocturna, protagonista de mitos e lendas que ardem em aneis de fogo dançante! Olhei o Lobo nos olhos e esbocei um sorriso leve... era hoje! Finalmente tinha chegado o momento, estava certo disso! Estava escrito no seu olho direito, entre a brilhante íris e o vácuo cinzento que ondulava, consoante eu tentava ler o meu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Homem, na sua infinita ignorância, desconhece os largos limites da sua própria realidade! Os nossos antepassados, as nossas vidas anteriores... todos membros de grandes tribos feitas por homens sábios, em contacto com a natureza. Sempre soube da existência do grande Lobo dentro de mim. Nunca tentei negar a mim mesmo uma presença absoluta dentro do meu coração e da minha alma, que me permite mudar de forma e transformar a realidade. Nunca reneguei os meus antepassados e agora, mais que nunca, aceito toda a minha presença num mundo contruído apenas por mim mas em corpos diferentes. A minh'alma é omnipotente! Salto de figura em figura, de corpo em corpo à medida a que os anos passam. -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Besta fitava-me sem deixar transparecer o mínimo sentimento. Percebi então, que era altura de o deixar invadir-me por completo. Olhei o Lobo nos olhos, deixei a íris dilatar-se como água congelada, e o meu amigo rasgou-me a alma com o que me pareceu um golpe de mil lâminas medievais. Abriu a boca num ganir enferrujado e entrou dentro de mim para que fossemos agora, na hora do fogo, apenas um! Senti-me grande de novo, com a fera de novo a espreitar pelos meus olhos molhados, libertei uma lágrima de poder enquanto me movia &lt;em&gt;porentre&lt;/em&gt; as ruas do mundo, as mentes das pessoas! O Deserto é meu uma vez mais! Isto é o meu lar, é o meu Éden, um sentimento de confortável calor enquanto me banho em sangue alheio. Prazer, poder e paixão num mundo que abandona as suas bestas! Que expulsa de dentro de sí a única criatura que lhe dá poder. Reviro os olhos até o enravecido branco controlar tudo... amanhã vou começar a minha caminhada, quero estar preparado!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110547331120986454?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110547331120986454/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110547331120986454' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110547331120986454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110547331120986454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/uma-realidade-mutvel-num-estado-de.html' title='Uma realidade mutável num estado de alma absoluto'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110530181040037305</id><published>2005-01-09T07:37:00.000-12:00</published><updated>2005-01-09T08:16:50.400-12:00</updated><title type='text'>Relato de um assalto nervoso a um cofre demasiado protegido</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Quando um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe é favorável" - Séneca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Homem acha-se sempre capaz de transformar uma acção claramente complicada em algo de proporções mínimas e de solução evidente.&lt;br /&gt;Ainda meio ensonado, forcei a minha entrada num quarto que, talvez devido ao nevoeiro lá fora, me pareceu demasiado límpido e observável. Parei por um segundo. Tentei semicerrar os olhos para que todo o ambiente se torna-se um pouco mais difuso... Foi em vão! O quarto permanecia na sua situação inicial, limpo de subjectividades e inquietações, arrumado o suficiente para poder ser rapidamente entendido por alguém com a mínima sensibilidade. Já conformado com o &lt;em&gt;status-quo&lt;/em&gt;, tirei os sapatos e caminhei, sem hesitação, em direcção ao armário. Penso que, no meu sub-consciente, sabia o que ia encontrar dentro do intimidante móvel de estrutura áspera. Ao parar diante do grande monstro de madeira, devo ter tirado alguns minutos para sondar a estranha criatura adormecida... não representava qualquer perigo visivel! Retomei a coragem, que me acompanhou na longa caminhada em direcção ao objecto, e estiquei a mão com intenções de o abrir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Estava um dia limpo e refrescante nesse fim de tarde romântico em que eu, num passo descontraído e apaixonado, me movimentava pelas ruas de uma cidade um dia povoada. Agora era possivel parar diante do largo anfiteatro na esquina do infinito, e evidenciar um facto mais que evidente: estava vazio! As ruas estavam vazias, os estabelecimentos abriam só com a esperança que algum forasteiro ( talvez vindo da Rua 7 ou da Flagrante Avenida das Recordações), ao parar diante do cruzamento perpétuo, tivesse optado por seguir a longa estrada da direita por temer o ar sombrio do caminho de folhas que lhe era apresentado do lado esquerdo, e acabasse por ir dar ali... àquela cidade de fantasmas. Pois, de prólogamente vos informo que, se nimguém havia na rua, era porque eu assim o queria! Tinha esquecido toda a gente, e reservado as &lt;em&gt;boullevards&lt;/em&gt; e as avenidas&lt;em&gt; &lt;/em&gt;apenas para mim e para o meu amor que, apesar de não ser visto, caminhava sempre ao meu lado, segredando-me ao ouvido as coisas mais doces e ternurentas, que me faziam explodir de felicidade, e tossir aqueles risinhos ridiculos que só o amor fabrica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com o armário timidamente aberto, &lt;em&gt;porentre &lt;/em&gt;uma pequena greta que me permitia descortinar, com algum cuidado, o interior da estranha peça de mobiliário, verifiquei o que já sabia desde o ínicio. Estava vazio! ...bem, vazio não será a palavra certa, mas ao invés de vos descrever as coisas desinteressadas que nele repousavam, opto por dizer apenas isto: Estava vazio! Ou seja, nada de realmente valioso e secreto me foi mostrado! A mim!... Eu que sempre pensei ter, acima de todos, uma importância muito maior! Mas não... Nada! Absolutamente nenhuma consideração pelo amor que o próprio quarto nutria por mim! Nem mesmo amando este ladrãozeco infeliz, aquele quarto teve a decência de mostrar o que não mostrava a mais ninguém! O armário nada me disse!&lt;br /&gt;Sinto-me revoltado e ultrajado pela falta de compaixão daquele frio quarto demasiado óbvio! Fervilha dentro de mim um espumante sentimento de escárnio e surpresa! Tomo agora a decisão de me manter afastado do maldito quarto por algum tempo! Recintos destes são demasiado preciosos para serem ocupados por este ladrãozinho sem escrúpulos! Não é assim? Hã?! Não será?!... Penso que sim!&lt;br /&gt;Acabou tudo! Ali dentro: nunca mais! Ora bem!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110530181040037305?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110530181040037305/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110530181040037305' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110530181040037305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110530181040037305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/relato-de-um-assalto-nervoso-um-cofre.html' title='Relato de um assalto nervoso a um cofre demasiado protegido'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110520305303462748</id><published>2005-01-08T03:53:00.000-12:00</published><updated>2005-01-08T04:50:53.036-12:00</updated><title type='text'>Quando a meia-noite surge num crepúsculo intrigado</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com vales de silêncio e paraísos secretos"               - Saint-Exupéry&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deitado na cama, esperando respostas improváveis, deixo-me cair num mar de agitação transpirante em que me volto e me revolto contra a mesma entidade que me visita todas as noites, trazendo com ela um &lt;em&gt;bouquet &lt;/em&gt;de tristes quimeras escarlates, todas elas indícios, todas elas chicotadas púrpuras... É uma infernal rotina que me deixa seco e doente, em tons de verde desespero... Cresci para ter medo da noite! Medo dos seus segredos e das suas revelações! É sozinho, no escuro, que me sinto visitado por uma espécie de fantasma utópico, mais esbelto e doce que uma fada, mas que de tão perigosa e mortífera, nenhum herói imaginado, nem por Vergílio nem Homero, conseguiria enfrentar! É apenas quando o sol derrota a noite, com a sua espada de cetim e o seu escudo doirado, que a minha mente inquieta me permite entender o propósito de tão assídua visitante. Mas de nada me serve saber suas razões, pois estas não são racionalizáveis. É algo vindo do mais negro canto da alma, em que um reflexo de mim se senta com a cabeça nos joelhos, deixando apenas espaço para o olho furtante, enquanto choro com medo da presença que nunca me abandona! O ser está dentro de mim, sinto-o a fluir como a juventude dentro da minha pele! Os meus póros suam a sua essência. Ela sou eu! É absolutamente assustadora, a rapidez com que se perde idade quando ela está presente! De súbito!... Tenho outra vez 9 anos e estou na sala de estar a ouvir os meus pais a discutirem! Sem mais condições, voltei a ser aquele rapazinho frágil e pouco seguro de si que, já então, recebia visitas da mesma entidade, sem saber de quem se tratava! Subo as escadas cuidadosas com medo de, ao chegar ao topo, ela estar lá! Quero que ela desapareça, que pare de me assombrar! Mas ao mesmo tempo sou confrontado com uma estranha sensação de conforto quando ela me atormenta. Descubro, ao pisar o 39º degrau, que ela nunca esteve aqui... comigo! Ela nunca existiu neste espaço! Apenas noutros, como ser-humano. É a minha necessidade da sua presença constante que me faz pisar o próximo degrau e reconhecer o meu amor doentio por aquela criatura pálida e fria, de olhos claros de maldade e curvas que fazem lembrar o modo como a água desce gentilmente de uma qualquer fonte traiçoeira, sempre atenta, sempre tocando! Preciso de sentir o sabor dos seus lábios de escura magenta! Quero uma mistura de odores e suores quentes enquanto chupo o sangue do seu ventre! E, por fim, dou por mim já no cimo das escadas, à entrada do corredor... já não sou a criança assustada que ela perturba ao cair da noite! Aprendo agora a apanhá-la e a todo o seu encanto! Entrego-me à sua lúxuria e ao seu corpo de marfim! Deixa-me penetrar a noite escura nos teus olhos de cruel claridade! Quero sangue e quero prazer! Mata-me agora se não me podes saciar... já nada resulta! Amanhã vou-me matar enquanto estagno, surdo, à porta da minha cidade natal! Quero respirar fumo!&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110520305303462748?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110520305303462748/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110520305303462748' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110520305303462748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110520305303462748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/quando-meia-noite-surge-num-crepsculo.html' title='Quando a meia-noite surge num crepúsculo intrigado'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110512193537327081</id><published>2005-01-07T05:49:00.000-12:00</published><updated>2005-01-07T06:18:55.373-12:00</updated><title type='text'>Sentimentos perpétuos de um mal-estar condicionado</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Faz o que puderes, com o que tiveres, onde estiveres" - Theodore Roosevelt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;À medida que caminho pelos subúrbios da minha existência, vou sublinhando passagens de súbtil melancolia que descortino ao longo do passeio agora frio, agora húmido. Algo perplexo com o imenso logro que me foi lançado pelos meus camaradas literatos de outras eras, tento ao máximo identificar alguma frase de maior significado, que me possa levar, sem demais condições, para o outro lado desta vida vã e inglória. Todas as certezas que um dia me deram, foram agora despedaçadas num grotesco momento de asquerosas revelações... Faço os possiveis e os impossiveis para ver a vida com um olhar que signifique mais que puro descontentamento, que crúa desmotivação... Não consigo! A sensaboria de uma vida, agora flácida e óciosa, é o único possivel &lt;em&gt;trail&lt;/em&gt; que encontro no meu destino próximo! Este é o inverno do nosso descontentamento! - como alguém uma vez afirmou - Esta é a pacífica decadência que levou os nossos pais a suicidarem-se e os nossos avós a lutarem por algo que pensavam ser justo! Este é um sentimento com repercursões boas ou más, sãs ou loucas... Pensar que, nas ruas de um amargo arrependimento, se pode alcançar algo mais que um duro sentimento de culpa, é ridículo e obsoleto! Mas, por outro lado, quem mais senão nós mesmos, é capaz de mudar o nosso próprio destino em decadência?! Quem mais pode agarrar o leme, e virar o barco para onde o vento sopra mais de leve?! Está apenas nas nossas mãos a mudança de rumo necessária para evitar uma perca total de sentidos, um alheamento vago dirigido a uma chama que um dia ardeu à chuva! Agarrem nos vossos casacos, génios urbanos incompreendidos! Isto é um apelo ao que há de mais forte na brilhante geração da qual fazemos parte! Vamos virar o mundo do avesso! Vamos fazer cair os números e renascer as letras! Isto é uma era de mudança! Sigam-me numa epopeia pela estrada solitária da vida! Peguem nas vossas penas e pergaminhos e lutem contra moinhos de vento inexistentes! Que nos chamem loucos! Que nos chamem parvos! Mas deixem-nos mostrar ao mundo o tremendo potencial que fervilha nos nossos corações e se evapora nas nossas palavras! Agarrem nos vossos casacos, meus amigos, pois é tempo de revolução!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110512193537327081?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110512193537327081/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110512193537327081' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110512193537327081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110512193537327081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/sentimentos-perptuos-de-um-mal-estar.html' title='Sentimentos perpétuos de um mal-estar condicionado'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110502910461771977</id><published>2005-01-06T04:30:00.000-12:00</published><updated>2005-01-06T04:31:44.616-12:00</updated><title type='text'>Tentativas falhadas numa era demasiado racional</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"It's all just inadvertant imitation and i don't mean mine, it's all across this nation, if it's just inadvertant simulation, a pattern in all mankind, what's got the whole world faking?" - Pearl Jam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia já ninguém sente! Hoje em dia já ninguém fala! Levem-me de volta para a época d'ouro do cinema! Quero desintegrar-me e regressar aquela era, agora tão distante, em que os filmes não precisavam de cor, o amor não precisava de motivo e os problemas quotidianos eram resolvidos com um barril de pólvora ou um longo e terno beijo. Observo deprimido o massacre da humanidade. Vejo o mundo com necessidade de se tornar racional, vejo as pessoas a não darem a importância devida ao sentimento e ao momento! Olho nos olhos de alguém e vejo apenas uma couraça de indiferença relativa a tudo e todos, que serve como defesa às angústias e às desilusões. Onde foram parar os antigos românticos? Levem-me de volta para as épocas de grande literatura! Quero uma revolução na arte e no amor! Hoje em dia as pessoas estão tão absolutamente envolvidas no medo, que não admitem o sentimento! Não admitem, nem por um instante, que há riscos que têm que ser corridos! Não conseguem entender porque hão-de de cometer actos de pura irracionalidade em nome do amor, da paixão, da amizade, da auto-estima!!! Não percebem que nem tudo pode ser racionalizado?! Não percebem que o Homem é, também, um animal de instintos, capaz de cometer loucuras, e estragar a sua vida toda só para satisfazer um capricho do momento! Entreguem-se ao luxo, sejam caprichosos, aventurados e apaixonados! Vivam a vida como um filme do Carry Grant ou do Humphrey Boggart! Agarrem o vosso amor pela cintura, no meio da rua, à chuva, segredem ao seu ouvido uma palavra meiga enquanto passam pela sua pele macia as costas da vossa mão... olhem-na(o) nos olhos e soltem um beijo sentido! Perceberão de vez que tudo o que é romântico, desmedido, ridículo ou irracional, faz todo o sentido! Quero viver junto das grandes estrelas de um hollywood já mort, quero conviver com os grandes poetas românticos de outrora! Que se foda o realismo, que se foda o racional! Não tenham medo, amem incondicionalmente tudo à vossa volta! Levem-me de volta para a era d'ouro, em que o amor era a vida!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110502910461771977?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110502910461771977/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110502910461771977' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110502910461771977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110502910461771977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/tentativas-falhadas-numa-era-demasiado.html' title='Tentativas falhadas numa era demasiado racional'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110495819945776754</id><published>2005-01-05T08:30:00.000-12:00</published><updated>2005-01-05T08:49:59.456-12:00</updated><title type='text'>Dissertações incertas de uma morte por anúncio</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Hey Jude don’t make it bad,Take a sad song and make it better,Remenber, to let her into your heart,Then you can start to make it better." - The Beatles, &lt;em&gt;Hey Jude&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É ao viver os medos e as frustrações de outrém que eu, a Morte, percebo enfim tudo aquilo que se passeia pela cabeça de gente minha conhecida. Eu sou uma Morte diferente, mato a parte psicológica do ser, o pensar! Faço de confidente, de vidente e sou, apenas de noite, legitimamente transcendente! Vejo pessoas que aguardam incessantemente a minha chegada para que, num breve piscar de olhos, limpe da sua agitada mente os problemas que derivam do pensar demasiado. Sempre achei que seria mais fácil tomar decisões e dar a devida importância às pequenas coisas, do que matutar exaustivamente sobre todas aquelas questões que parecem não ter resposta... Decerto que, possivelmente com alguma demora, chegará o dia em que as pessoas não precisarão de uma resposta. Antevejo uma era em que o ser-humano é capaz de aguardar calmamente, descansar a sua energia pensativa, e perceber que os problemas sempre se resolvem sozinhos, apesar do que diz o senso comum! Se fosse necessário reflectir sobre cada uma das questões quotidianas que vos (aos humanos) são apresentadas, não haveria qualquer ordem no universo, não existiria qualquer entidade superior, como Deus, Destino ou Coincidência, que nos guiasse confiantemente através do ermo, do abismo que é a nosa miserável e insignificante vidinha! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora peço-vos, seres de alguma consciência, não invoquem em vão o nome da Morte-Psicológica! Não desesperem ao pensar que a vossa cabeça jamais terá sossego! Experimentem sentarem-se no sofá e esperar que os elementos quimicos se unam de modo a formar uma substância denominada de "solução"! Ela chegará, vos garanto!&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="7388814e"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110495819945776754?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110495819945776754/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110495819945776754' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110495819945776754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110495819945776754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/dissertaes-incertas-de-uma-morte-por.html' title='Dissertações incertas de uma morte por anúncio'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110485752249857459</id><published>2005-01-04T04:23:00.000-12:00</published><updated>2005-01-04T04:52:02.496-12:00</updated><title type='text'>Irreflexões de um não-escritor já morto</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma consigo mesma, como uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre..." - Autobiografia Sem Factos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofro por mim, sofro pela minha alma afogada numa não-condição de vida, sofro por os vários que já fui e pelos dois que agora sou. Vivo num limbo entre o desespero e o conformismo. Revolto-me por nada nunca me ter sido negado, tudo o que pedi à vida me foi garantido e derramado aos pés como se nada tivesse custado a sua aquisição. Encontro o absurdo do que, até aqui, tem sido a minha vida, misturado com uma triste leviandade e paternais facilitismos. Posso chorar às portas do inferno e afirmar que Deus sempre me amou! Posso espancar o barqueiro no rio das almas que, ainda assim, estou certo de que me levará para o outro lado! Sou um afortunado da vida e isso torna-me vazio e estúpido! Sempre fui tudo e nunca fui nada, na medida em que a minh alma nunca foi saciada e nunca encontrei um remédio digno para o meu espirito inquieto! Rogo pragas a quem me roubou, ainda em criança já condenada, a única solução alquímica capaz de me tornar alguém felizmente infeliz! Sou, como já me foi dito por alguém, só mais uma peça no triste teatro que é a vida... e pior que isso, só o facto de ser bom actor! Considero-me capaz de tudo! Entre o vacilar perante uma circunstância aparentemente &lt;em&gt;flat, &lt;/em&gt;e o enfrentar um gigante em sonhos como se da vida real se tratasse, sou capaz de tudo! No fundo... não sou capaz de nada... iludo-me pensando que ao utilizar o meu &lt;em&gt;eu-próprio o outro,&lt;/em&gt; consigo evitar os problemas que são invitaveis à vida social e interior! Fujo de qualquer tipo de compromisso recorrendo ao monstro que pernoita na cama do meu consciente! Eu sou dois! Eu sou mais que dois! Eu sou muitos!&lt;br /&gt;Eu sou a vida e sou a morte, não gosto de nimguém mas no entanto vivo do sangue dos que me rodeiam! Desperto para uma realidade abstracta agora que amo de verdade!&lt;br /&gt;Entre tantas exclamações, mais subjectivo e pessoal não poderia ser. Mas, ainda assim, peço do fundo do meu ser a qualquer entidade superior que me mantenha receptivo ao conhecimento! Agora que amo finalmente, me sinto homem! Vivo com alegria e sinto com clareza, sou soberano numa consciência sub-consciente, alternando entre a paz dentro do meu coração e o desassossego inerente à minha alma!&lt;br /&gt;Só desprezando-me sou capaz de me amar! Sou tudo e não sou nada! Sou as duas faces da moeda, mas de tão barato tostão que se torna inutilizável!&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110485752249857459?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110485752249857459/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110485752249857459' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110485752249857459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110485752249857459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2005/01/irreflexes-de-um-no-escritor-j-morto.html' title='Irreflexões de um não-escritor já morto'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110417528401128251</id><published>2004-12-27T06:45:00.000-12:00</published><updated>2004-12-27T07:21:24.013-12:00</updated><title type='text'>Principio Hedonístico</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;"sundays, fridays, tuesdays, thursday, the same..." - Pearl Jam, Satan's Bed&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje passei o dia todo sem fazer nada... paro, agora mais descansado do cansaço do ócio, e interrogo-me o que teve este dia de diferente(?)... provavelmente nada, penso que deveria haver um castigo severo para a "gente" verdadeira e puramente ociosa. Algo como apodrecer para sempre numa das etapas do inferno Dantesco.&lt;br /&gt;De qualquer forma, não é isso que me traz aqui hoje... de facto... não sei o que me traz aqui hoje... talvez a estranha sensação de obrigação que eu requisito subconscientemente para a minha vida, para a seguir poder falhar a mesma responsabilidade e definir-me como pessoa: irresponsável!&lt;br /&gt;Para que é que quero obrigações ou responsabilidades?! O que é que me trazem de lucro? Nada de lucro, apenas um logro! Mas... agora que penso nisso, talvez seja daí derivada a minha forte aptidão para não-ter relações... Acham triste?! Podem confessar! No fundo, acham-me triste, miserável e decadente. Afinal de contas, que provas tenho eu para vos apresentar, que demonstrem o contrário?! Vejam hoje, por exemplo, passei o dia à porta de casa, de robe e pijama, a fumar e beber café, e a falar com outra pessoa que não consegue manter uma relação! Por isso, podem pensar o que quiserem! Qualquer coisa pode ser verdade, dependendo do prisma...&lt;br /&gt;Acho que preciso de mudar a minha vida! É isso mesmo, vou mudar a minha vida! Bem... nada que não tenha já decidido antes... mas desta vez é a sério! E não vou transformar-me em nada que não goste a 100%!! Bem, para já, preciso de me levantar da cadeira e fazer algo de útil! Exactamente! Vou ajudar um velhote a atravessar a rua, ajudar um rapazinho com cancro a passar um dia menos desagradável, fazer de psicólogo matrimonial a qualquer casal amigo! É isso mesmo que eu vou fazer...&lt;br /&gt;... Ou então... podia simplesmente continuar aqui sentado e tentar adormecer... isso também seria positivo, certo? Bem, como já foi supracitado, esta decisão já tinha sido tomada antes! Sou absolutamente e inequivocamente incapaz de cumprir com qualquer obrigação ou responsabilidade, aliás, quanto menos me mexer ou preocupar com algo, melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tou cansado de escrever e vocês devem estar cansados de ler!&lt;br /&gt;Adeus, adeus...&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110417528401128251?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110417528401128251/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110417528401128251' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110417528401128251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110417528401128251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2004/12/principio-hedonstico.html' title='Principio Hedonístico'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9793419.post-110408915247311828</id><published>2004-12-26T06:53:00.000-12:00</published><updated>2004-12-26T07:25:52.473-12:00</updated><title type='text'>Merly, merly, merly, merly... life is just a dream...</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;"I entered this world on the Champs-Elysees, 1959. La trottoir du Champs Elysees. And do you know what my very first words were? New York Herald Tribune! New York Herald Tribune!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isto é um quote do filme que acabei de ver, "The Dreamers" do Bernardo Bertolucci. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não que isto tenha, necessariamente, algo a ver com as minhas próximas linhas de pensamento... linhas essas que passo a transcrever da minha mente obtusa e inconsequente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, começo por falar do filme que acabei de ver, para que, deste modo, não percam o "fio à meada" e acabem por não entender nada do que se passa no mundo-visto-por-mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este filme retrata a revolução de Maio de 68 em França, e todas as consequências de um pensamento libertino, liberal e maoista (corrente politico-filosofica de Mao; vertente comunista). O enredo que antigamente seria considerado radical e pouco usual, é agora, nos tempos que correm, mais uma boa história com os ingredientes essenciais para captar a atenção de um público mais receptivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, deixando-me de críticas cinematográficas, passo a divagar um pouco sobre o que este filme me deixou a pensar. Quem já o viu deve estar a pensar "Então? Tás a pensar se vais ter relações sexuais com a tua irmã e um jovem americano?" - longe disso! Consegui interceptar neste filme algumas reflexões sobre as quais vale a pena divagar, talvez algo "acliché'zadas", mas, ainda assim, bastante interessantes. Por exemplo, permitiu-me perceber até que ponto é que vivo centrado em mim, não d'uma forma narcisista, mas no sentido em que não vejo nada como é, apenas como vejo as coisas vistas por mim! Não sei se me estão a acompanhar... passo a explicar, consegui não só identificar como compreender a fantástica organização do universo, consigo agora, que estou lúcido, olhar as coisas e perceber uma espécie de ordem simétrica, tudo está ligado, tudo encaixa, as pessoas encaixam umas nas outras, as coisas encaixam nas pessoas e no mundo, as linhas são todas paralelas ou perpendiculares umas às outras, consigo olhar as pessoas e identificar nelas números e traços geométricos perfeitos, consigo agora, mais que nunca, ver o mundo como uma obra de arte! Já não vejo nada manipulado por mim, pela minha percepção e compreensão do que o mundo é, vejo as coisas como realmente são, lindas e perfeitamente desenhadas! Experimentem pegar num objecto e tentar inseri-lo num qualquer cenário, em frente ao monitor do computador, na palma da vossa mão, na mesa... e vão perceber que tudo consegue pertencer em qualquer lado e aí permanecer... perfeito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isto permite-me criar uma filosofiazinha própria em que faço, das linhas anteriores, metáforas para nós - o Homem - todos nós fazemos parte do universo, todos nós somos únicos e todos nós encaixamos perfeitamente onde quer que nos ponham, a isto chama-se inteligência (capacidade que o sujeito tem de se adaptar a situações novas), o Homem é inteligente, e assim, consegue estar bem onde quer que esteja, como quer que esteja! Para isso, basta deixar de ver o mundo transformado pela sua mente, e passar a vê-lo puro e duro, despido de conceitos e preconceitos, nú! Como ele é!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, depois desta divagação (penso eu) justificada, termino aqui por hoje. Esta história dos blogs até tem o seu proveito. E voçês? Conseguem ver o mundo e o universo como um? Ver Jesus e Judas como um? A unidade relativa à existência de tudo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9793419-110408915247311828?l=fuckmeificare.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/feeds/110408915247311828/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9793419&amp;postID=110408915247311828' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110408915247311828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9793419/posts/default/110408915247311828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuckmeificare.blogspot.com/2004/12/merly-merly-merly-merly-life-is-just.html' title='Merly, merly, merly, merly... life is just a dream...'/><author><name>Boinass</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15335871302739285713</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
